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Partido Popular espanhol ganhou eleições através de fraude financeira

A conclusão é da Guardia Civil, autoridade que está a liderar a investigação que levou à demissão de Esperanza Aguirre, porta-voz do PP de Madrid que ganhou as eleições regionais em 2007 e 2011.

A Guardia Civil espanhola concluiu que o Partido Popular de Madrid incorreu em irregularidade no financiamento das suas campanhas eleitorais de 2007 e 2011, irregularidades que garantiram a vitória eleitoral de Esperanza Aguirre. A secção regional do PP de Madrid também ajudou o partido a nível nacional nas legislativas de 2008, com fundos de proveniência irregular.

Os agentes de investigação explicam detalhadamente o processo: “Várias irregularidades no financiamento da campanha indicam uma quebra extensa das regras de financiamento e do regime eleitoral, e viola os princípios que salvaguardam o necessário equilíbrio eleitoral e, por arrasto, colocam em causa o pluralismo político”.

Nas irregularidades detectadas contam-se fraude de subsídios, desfalque contabilístico, bem como documentos falsos.

No epicentro desta estrutura de financiametno ilícito está a Fundescam, a Fundação para o Desenvolvimento Económico, que recebia fundos públicos da Comunidad de Madrid (liderada por Espranza Aguirre), fundos que depois utilizada para assumir gastos de diferentes organismos direta ou indiretamente relacionados com o Partido Popular, emitindo faturas falsas.

Simultaneamente, várias empresas entregavam dinheiro à Fundescam para financiar campanhas do PP e, em troca, recebiam contratos públicos de organismos do Estado controlados pelo PP, como por exemplo a adjudicação do serviço de cafetaria da Assembleia de Madrid a Arturo Fernández, ator próximo do PP.

Apenas em 2007, concluíram os agentes de investigação, o PP realizou gastos na campanha muito superiores aos declarados, com pelo menos 2,5 milhões de euros gastos e excesso.

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