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Parlamento deverá proibir uso de glifosato nos espaços públicos

Projeto lei do Bloco sobre o problema de contaminação pública vai ser discutido em plenário da Assembleia da República esta quarta-feira. Deputado bloquista Jorge Costa diz que “haverá maioria no parlamento” para proibir uso nos espaços públicos.
Petição a decorrer em Portugal contra o uso de glifosato tem já mais de 15 mil assinaturas.

"Estão reunidas condições para que, no que respeita à utilização nos espaços públicos urbanos, nos jardins, públicos, nos canteiros, nas zonas pavimentadas, onde é usado intensivamente este herbicida, esse uso termine", afirmou esta terça-feira o deputado Jorge Costa.

Para isso, "haverá uma maioria, certamente, no parlamento, o que é um início de uma mudança mais profunda que o esclarecimento vai encarregar-se de garantir", acrescentou Jorge Costa, que falava aos jornalistas, na Assembleia da República.

A proposta de projeto lei do Bloco sobre o problema de contaminação pública vai ser discutida em plenário da Assembleia da República esta quarta-feira.

O Bloco de Esquerda já tinha apresentado uma proposta sobre este assunto, que proibia todas as utilizações de herbicidas com glifosato, ou seja, nos espaços públicos, mas também na agricultura, mas, como recordou o dirigente bloquista, "não se verificaram as condições para isso poder ser aprovado".

Na altura, o PCP e o PS abstiveram-se e os partidos de direita votaram contra, mas agora, afirmou o deputado, "está para ser tomada uma decisão que é um virar de página nesta matéria".

Trata-se de "um princípio de uma mudança mais profunda que é a erradicação do uso do glifosato em todas as suas aplicações, inclusive agrícolas, que está a ser debatida internacionalmente".

O projeto prevê a realização de um estudo em Portugal para a verificação dos impactos na saúde pública nomeadamente da prevalência do glifosato no organismo das pessoas.

Jorge Costa referiu um estudo realizado por um conjunto de organizações não governamentais da área do ambiente "muitíssimo preocupante porque revela que, em Portugal, a prevalência do glifosato no sangue e urina das pessoas está em níveis altíssimos, por padrões internacionais".

Em abril, o Parlamento Europeu tinha defendido a renovação da autorização para comercializar glifosato por somente sete anos, contra os 15 anos inicialmente previstos.

O assunto vai ser analisado pelo comité especializado em pesticidas, na Comissão Europeia, na quarta-feira.

Uma petição a decorrer em Portugal contra o uso de glifosato tem já mais de 15 mil assinaturas.

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