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Paquistão quer que Trump pague vedação na fronteira afegã

O governo paquistanês diz que a vedação com quase três mil quilómetros de extensão sai mais barata do que o custo da guerra e do combate ao terrorismo.
Foto Shealah Craighead/Casa Branca/Flickr

Para acabar com a “prolongada agonia” da guerra afegã e do terrorismo em solo paquistanês, o governo liderado por Shahid Khaqan Abbasi tem o projeto de vedar a fronteira ao longo de quase três mil quilómetros com uma rede de três metros de altura.

Segundo o diário inglês Guardian, o custo da vedação ronda os 450 milhões de euros e o conselheiro para a segurança interna do governo paquistanês espera que pelo menos parte da despesa – a da vedação no lado afegão - seja suportada pelos Estados Unidos da América. O argumento principal é que o custo de vedar a fronteira sai mais barato do que os cerca de 38 mil milhões de euros gastos todos os anos na guerra no Afeganistão.   

A proposta tem lugar numa altura em que as relações entre os EUA e o Paquistão têm atravessado momentos de tensão, com a contestação ao uso de drones norte-americanos contra alvos em território paquistanês e as acusações de Washington sobre a falta de ação de Islamadad no controlo do financiamento ao terrorismo, ameaçando colocar o país na “lista cinzenta”.

“Os americanos acusam-nos e dizem que somos responsáveis pelos esconderijos de terroristas, mas quando nós dizemos ‘vamos trabalhar juntos para encontrar  esses esconderijos’ não há resposta”, queixa-se o conselheiro governamental Nasir Khan Janjua, citado pelo Guardian.

Em causa está também o “jogo duplo” praticado pelos serviços secretos paquistaneses, que por um lado dizem colaborar com os congéneres norte-americanos e por outro protegem os combatentes taliban que lançam ataques contra o governo de Cabul, protegido por mais de dez mil militares dos EUA após 16 anos de ocupação. 

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