“Peço perdão – em nome da Igreja, ao Senhor e a vós – pelas vezes em que, ao longo da história, vos discriminámos, maltratámos ou olhámos de viés”, afirmou num discurso em Blaj, na Roménia, num discurso dirigido à comunidade cigana.
O país é maioritariamente ortodoxo e foi visitado pela primeira vez por um líder da Igreja católica há 20 anos. Na altura, a viagem foi feita por João Paulo II.
Nesta viagem à Roménia, o papa Francisco encontrou-se com representantes da comunidade cigana, que é constituída por entre um a dois milhões de pessoas num país de 20 milhões. Para mais, é uma comunidade pobre e frequentemente marginalizada.
O papa afirmou que as discriminações sofridas pela etnia é “um peso” que carrega “no coração” e que “os cristãos e os católicos também não são alheios a tanto mal”.
“É na indiferença que se alimentam os preconceitos e se ativam os rancores”, afirmou, criticando “as palavras que ferem” e “as atitudes que semeiam o ódio”.
Calcula-se que o número de ciganos na Europa esteja entre os 10 e os 12 milhões de pessoas, representando 1,2% da população da União Europeia.