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Pais defendem que dinheiro poupado com colégios deve ser investido na Escola Pública

A Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais (Ferlap) defende que “as verbas poupadas com o fim dos contratos de associação desnecessários sejam investidas na beneficiação da Escola Pública, que bem precisada está de investimento em meios humanos e materiais”.
Foto de Paulete Matos.

Num comunicado de imprensa publicado no seu site, a Ferlap esclarece ser “uma acérrima defensora da Escola de Qualidade Universal e Gratuita”.

“Como entendemos que a Escola Pública é a única que permitirá que tal seja possível, somos, obviamente, intransigentes na sua defesa, opondo-nos terminantemente a quem queira prejudicar ou impedir a sua progressão no sentido dos objetivos de Qualidade, Universalidade e Gratuitidade”, avança a Federação.

Sublinhando que nada tem “contra as escolas privadas, nem tão pouco, contra as escolas privadas com contratos de associação onde estes foram efetivamente necessários, a Ferlap defende que “as verbas poupadas com o fim dos contratos de associação desnecessários sejam investidas na beneficiação da Escola Pública, que bem precisada está de investimento em meios humanos e materiais”.

Segundo os encarregados de educação, ainda existem muitas escolas “sem as condições necessárias para que as aulas sejam ministradas com o mínimo de qualidade”, ainda há escolas com turmas enormes, com poucos professores e funcionários, onde faltam técnicos ou, quando existem, “são manifestamente insuficientes para o número de alunos”.

Apesar dos problemas assinalados, os pais acreditam que a melhor opção é sempre a Escola Pública, por ser a que garante igualdade.

“Sabemos que esta igualdade no acesso, não significa, na prática, igualdade de oportunidades para o bom desempenho escolar, ainda há muito trabalho a ser feito nesse sentido. No entanto, sabemos ser este o caminho a seguir para um Portugal mais desenvolvido”, defendem.

A Ferlap alerta que o dinheiro poupado com a redução de turmas deve ser investido na Escola Pública de forma criteriosa: “A redução de turmas deve ser aplicada de forma conscienciosa e segundo critérios rigorosos que impeçam que seja cometido qualquer tipo de erro que promova a injustiça ou que provoque a sobrelotação das Escolas Públicas ou ainda que impeça ou atrase as obras previstas para as Escolas Públicas a receber as turmas dos anteriores Contratos de Associação”.

No próximo sábado, dia 18 de junho, terá lugar uma Manifestação em Defesa da Escola Pública. A concentração está agendada para as 14h30, no Parque Eduardo VII, em Lisboa.

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