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Os pré-avisos de greve duplicaram este ano

Até junho foram 632, 538 do setor privado, 94 do setor empresarial do Estado. Os pré-avisos de greve cresceram fortemente no segundo trimestre do ano relativamente ao primeiro. Entre abril e junho foram 435 avisos de greve, entre janeiro e março tinham sido 197.
Direito à greve. Foto CGTP.
Direito à greve. Foto CGTP.

Foram conhecidos esta quarta-feira os números do pré-avisos de greve que foram comunicados ao Ministério do Trabalho. A Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho informou que, entre janeiro e junho houve 632 pré-avisos de greve, o que corresponde a mais do dobro do que em igual período de 2021. Nessa altura tinha sido 308.

Destas comunicações conclui-se igualmente que a maior parte das greves terão ocorrido no setor privado. 538 dos pré-avisos que chegaram ao Ministério do Trabalho foram deste setor, contrastando como os 94 do setor empresarial do Estado. Contudo, há que ter em conta que alguns destes pré-avisos podem não se ter materializado porque as paralisações podem ter sido, entretanto, suspensas.

No último mês em que há dados conhecidos, o de junho, a tendência de aumento é clara. Houve 180 pré-avisos de greve quando em 2021 tinha havido 91. 160 deles foram no setor privado e em 17% dos pré-avisos entregues foram decretados serviços mínimos.

Quanto às atividades mais visadas, em junho 22% dos pré-avisos entregues foram em empresas de “atividades administrativas e dos serviços de apoio” e 21% foram em “atividades de informação e de comunicação”.

Se tomarmos em conta um período mais amplo, o segundo trimestre deste ano, as “atividades administrativas e dos serviços de apoio” continuam a destacar-se com 20% e, com o mesmo valor surge o setor dos “transportes e armazenagem”. Nesse período foram comunicados ao Estado no total 435 avisos de greve, quando em igual período de 2021 tinham sido 205 e no trimestre anterior 197.

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