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“Os mercados não servem apenas para as campanhas eleitorais”

Em visita a Guimarães, Catarina Martins salientou a importância de defender a economia local e deu o exemplo dos mercados que, ao permitirem circuitos curtos entre produtores e consumidores, reduzem as emissões de carbono e combatem as alterações climáticas.
Catarina Martins em Guimarães.
Catarina Martins em Guimarães.

“Um mercado praticamente vazio”. Não é um local mal escolhido para fazer uma campanha eleitoral, é, pelo contrário, o pretexto para salientar a necessidade de defender a economia local. Catarina Martins acompanhou esta terça-feira o candidato à Câmara Municipal de Guimarães, Luís Lisboa, na visita a um mercado onde são vendidos produtos locais mas que está afastado do centro e é obrigado a concorrer com “muitas grandes superfícies”.

Este exemplo ilustra como a forma das autarquias organizarem o próprio espaço é “fundamental”. Neste concelho, “para lá do centro urbano há uma série de freguesias onde há indústria mas onde há também muita agricultura” e a coordenadora do Bloco encontrou-se com vendedoras que vendem o que produzem nas suas terras. Esta forma de comércio “não é o passado, é o futuro, porque o que precisamos para combater as alterações climáticas é precisamente destes circuitos curtos” em que os produtos vêm da agricultura local diretamente para os mercados, produzindo-se menos carbono.

Para contrariar o “erro” que “está a acontecer em Guimarães e em tantos concelhos em que os mercados vão perdendo a sua centralidade à medida que florescem as grandes superfícies e à medida que vão ser relegados para periferias”, é necessário “um urbanismo que também pense as alterações climáticas”. Porque, diz a coordenadora do Bloco, os mercados “não servem apenas para as campanhas eleitorais”.

Orçamento de Estado tem de responder às questões laborais

Com alguns dos jornalistas presentes a quererem novidades sobre as negociações do próximo Orçamento do Estado, Catarina respondeu-lhes que “é preciso que as questões laborais também estejam presentes na negociação” de um Orçamento “que responda ao país".

A dirigente bloquista registou os avanços na posição do PS sobre teletrabalho, quando antes dizia que o tema não devia entrar no Código de Trabalho. Mas também sobre a Galp, tendo António Costa admitido que “o que aconteceu na Galp não devia ter acontecido”. Esperam-se agora mais passos, porque se as questões do trabalho “não forem pensadas” no OE2022, “a generalidade dos trabalhadores continuarão com salários congelados, de miséria, sem progressões na carreira e precários”.

Ainda sobre o Orçamento e os milhões que se prometem “sem nenhum projeto para o país, sem que se perceba como é que as condições concretas de vida das pessoas podem mudar”, Catarina destacou que “o Governo tem pouca vontade de discutir no concreto o que vai acontecer a quem vive do seu trabalho, o que vai acontecer para haver mais médicos de família, para quem tem a sua pensão tão curta, o que vai acontecer para quem faz uma ginástica tão grande para pagar a renda da casa ou a prestação”. Só que “é nessas respostas concretas que se constroem soluções para o país", concluiu a coordenadora do Bloco.

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