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Os casos de malária poderão duplicar em África diz OMS

Este sábado é Dia Mundial da Malária. A Organização Mundial de Saúde constata que há falhas graves na distribuição de mosquiteiros e de medicamentos e que a Covid-19 pode comprometer o combate à malária.
Pormenor de um cartaz da OMS de prevenção da malária.
Pormenor de um cartaz da OMS de prevenção da malária.

O Grupo de Aconselhamento Estratégico da Organização Mundial de Saúde sobre a Erradicação da Malária lançou esta semana um relatório fruto de três anos anos de trabalho.

Neste Dia Mundial da Malária, os números sobre a doença não são animadores. Segundo o organismo das Nações Unidas, as falhas na distribuição de mosquiteiros com inseticida e de medicamentos contra o paludismo podem resultar numa duplicações do número de mortes na zona subsariana de África.

O estudo traça nove cenários possíveis no acesso ao controlo e combate à malária nesta região. O pior deles, se as campanhas existentes fossem suspensas devido à Covid-19, resultaria numa redução de 75% de acesso a medicamentos, o que causaria potencialmente 769 mil mortes. Seria um regresso ao passado, “aos níveis de mortalidade por malária registados há 20 anos”, esclarece a instituição.

Para que o pior cenário não se concretize, a OMS diz se necessário manter os serviços essenciais para controlar o paludismo em África. A região da África subsariana concentrou, em 2018, 93% dos casos de malária a nível mundial. E mais de metade são em seis países: Nigéria (com 25% dos casos), República Democrática do Congo (com 12%), Uganda (com cinco) e Costa do Marfim, Moçambique e Níger (com quatro). Outros países, não constando desta lista, são também muito afetados pela doença. Esta é, por exemplo, considerada a principal causa de morte em Angola.

Projeção da Organização Mundial da Saúde para o "pior cenário" de aumento da malária.

Mais de dois terços das mortes por malária são de crianças com menos de cinco anos. Daí que seja fundamental manter terapias preventivas para mulheres grávidas e crianças. Para além disso, fará toda a diferença haver testes de diagnóstico rápidos e medicamentos administrados cedo de forma a “evitar que um caso ligeiro de malária progrida para uma doença grave e para a morte”.

Os números de 2018 dizem ainda que apenas metade da população de risco em África dorme em redes protegidas por inseticida, apenas um terço das mulheres grávidas receberam as doses recomendadas de terapia preventiva e 36% das crianças que tiveram sinais de febre não tiveram qualquer cuidado médico.

A malária é uma doença infecciosa febril aguda que é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles que esteja infetada pelo microrganismo Plasmodium.

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