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Orçamento para 2021 tem de ser "transformador da vida das pessoas"

Em entrevista à TSF, Pedro Filipe Soares considera que “o Governo resvalou de uma posição dialogante para um anúncio de crise política", a propósito das negociações para o Orçamento do Estado para o próximo ano.
Pedro Filipe Soares por Tiago Petinga/Lusa.

Para o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, um acordo para o Orçamento do Estado para 2021 tem de ser “transformador da vida das pessoas”, e sublinha que “o diabo está nos detalhes”, pois “falta dar corpo e músculo” às medidas em discussão.

Para o novo apoio de cidadania, o governo não definiu o alcance concreto da medida, nomeadamente o universo e as condições para aceder, revela na entrevista dada à TSF esta terça-feira.

Para o líder parlamentar, isto não acontece por “falta de conhecimento” mas sim por “falta de vontade”. Em contexto pandémico, acrescenta, “faz menos sentido agora que se protelem soluções que são inevitáveis”.

Se o governo concorda com a posição do Bloco sobre a importância de recuperar rendimentos para ajudar a economia, Pedro Filipe Soares diz que “não há certezas do Governo sobre como quer dar esses passos”.

Também sobre o Novo Banco, a proposta do governo “falha no essencial: o negócio foi ruinoso e está ainda a ser ruinoso por dúvidas colocadas na praça pública por negócios que ninguém compreende como foram feitos”, diz Pedro Filipe Soares.

Para o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, "ninguém compreende que não havendo esclarecimento cabal se coloque qualquer cêntimo que seja no Novo Banco, porque se os bancos devem pagar alguma coisa, é o dinheiro que o Estado já colocou no Fundo de Resolução”. “Antes de pagarem ao Novo Banco, devem pagar a Estado", conclui.

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