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Orçamento “é tímido e insuficiente em muitas áreas”

Luís Fazenda, dirigente do Bloco, considera que a mensagem de Natal do governo não deixa expectativas sobre a urgência imediata de encontrar um Orçamento do Estado que possa abrir caminho à continuidade de algumas políticas progressivas no país, já que “tem agido como se participasse sozinho neste processo” e que “não tem negociado nada de substancial com os partidos à esquerda”.

Luís Fazenda considera que a mensagem de Natal dirigida hoje ao país por António Costa é monotemática. Sendo o Orçamento uma resposta ao país, “não pode ser centrado apenas na saúde”.

No seu entender, a mensagem do primeiro-ministro tem um ponto importante, uma vez que reconhece a suborçamentação no setor da saúde. Contudo, em tudo o que é orçamento, “peca por pouco substancial”. Fazenda sublinhou ainda que os valores do executado em saúde de 2019 e o prometido para o próximo ano não diferem muito.

O dirigente do Bloco sublinhou ainda que urge uma negociação com os partidos à esquerda, defendendo que há medidas que têm de ser tomadas, como garantir que não há taxas moderadoras nos centros de saúde e garantir um caminho para a exclusividade dos profissionais no SNS.

Assim, o Orçamento “é tímido e insuficiente em muitas áreas”, não respondendo aos cuidadores informais ou a pessoas com deficiência ou limitadas na sua autonomia, e havendo “falta de sinais importantes de redução de fiscalidade sobre a energia”. Fazenda afirmou ainda que o governo “tem agido como se participasse sozinho neste processo” e que “não tem negociado nada de substancial com os partidos à esquerda”.

“Os portugueses não aceitaram a maioria absoluta nas últimas legislativas”, lembrou Fazenda, que considera que a mensagem de António Costa “não deixa expectativas sobre a urgência imediata de encontrar um Orçamento do Estado que possa abrir caminho à continuidade de algumas políticas progressivas no país”.

Termos relacionados Orçamento do Estado 2020, Política
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