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Orçamento de Estado para 2016 procura um virar de página na política de austeridade

Para Marisa Matias, o Orçamento de Estado (OE) para o ano que agora começou, “procura recuperar salários, recuperar pensões, procura investir mais nos serviços públicos”, pelo que qualquer Presidente da República que jure defender a Constituição promulgaria o OE para 2016.
Foto de Paulete Matos

A candidata presidencial espera que 2016 “seja o ano do novo contrato de confiança com os cidadãos”, um “ano de mudança e de viragem na vida de toda a gente, para garantir a dignidade e a estabilidade das pessoas que aqui vivem e que aqui querem viver”. Sobre o novo Orçamento de Estado afirmou que “começa a estar em linha com o que está inscrito na Constituição” e que é por aí que se começa um novo ciclo em Portugal.

Marisa Matias falava ao jornalistas à margem de um encontro com a Associação Nacional de Sargentos, em que se fez acompanhar do capitão de abril Mário Tomé, onde sublinhou  que as “forças armadas e as forças militares são um elemento central que não podem ser esquecidas em nenhum momento da nossa vida política, muito menos numa eleição com estas características”.

O encontro serviu para “conversar” sobre questões associadas à saúde, ao estatuto do associativismo, aos deveres cívicos dos militares e o cumprimento da Constituição da República, explicou Marisa Matias, sem esquecer a situação que se vive no mundo atualmente. Sobre a função das forças armadas defendeu que estas devem ser forças ao serviço da cooperação e da defesa nacional, e que “não é fazendo das forças armadas agentes mercenários, que nós construímos um mundo mais digno para toda a gente”. 

Segundo a candidata “devemos evitar ao máximo os apelos à guerra, que multiplicam a guerra, sobretudo quando não se reconhece as responsabilidades que temos tido também nesta matéria e a conivência numa lógica que alimenta a guerra, alimenta o sofrimento, mas seguramente não nos traz uma melhor situação e uma melhor condição em termos do nosso convívio com outros países e a nossa obrigação de salvaguardar a paz mundial”.

Esclareceu que conhece muito bem o que se passa no Médio Oriente, pelas funções que exerce de Presidente da Delegação do Parlamento Europeu para as relações com os países do Maxereque (Egito, Jordânia, Líbano e Síria) e pelas várias vezes em que esteve no terreno, e explicou que “se queremos ter um papel a sério, a favor da humanidade, esse papel é no sentido de cortar as fontes de financiamento do Estado Islâmico” ao não comprar petróleo dos espaços ocupados, não enviar armamento, e todo um conjunto de medidas que se deve fazer para secar o problema, e não “fazendo guerra em cima de guerra”, razões pelas quais nunca enviaria tropas para combater o Estado Islâmico.

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