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OE 2017: CGTP valoriza esforço, mas “continua a ser insuficiente”

Arménio Carlos afirma que orçamento “dá continuidade à reposição de alguns direitos”, critica constrangimentos “inadmissíveis” e alerta para o peso dos encargos com a dívida e com as PPP's.
Secretário-geral da CGTP valoriza o esforço feito para o aumento das pensões
Secretário-geral da CGTP valoriza o esforço feito para o aumento das pensões

Em declaração, que pode ver na íntegra em vídeo em baixo, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, declara que “é um orçamento que dá continuidade à reposição de alguns direitos” e valoriza o esforço feito para o aumento das pensões, na distribuição dos manuais escolares aos alunos do primeiro ciclo e na eliminação da sobretaxa, “embora de forma faseada”.

Arménio Carlos destaca também “a reposição da contratação coletiva nas empresas do setor empresarial do Estado no que respeita ao pagamento do trabalho extraordinário” e também o pagamento do subsídio noturno e o subsídio de refeição.

“Há um esforço, mas continua a ser insuficiente”, realça o secretário-geral da CGTP, criticando “os constrangimentos internos e externos” que considera “inadmissíveis”. Sublinha também que esses constrangimentos refletem-se, nomeadamente, nos salários e carreiras dos trabalhadores da administração pública e do setor empresarial do Estado, “sem verem aumentados os seus salários e desbloqueadas as suas carreiras”, e aponta que o valor do subsídio de refeição é baixo, salientando que mais “25 cêntimos por dia é muito pouco” e que “ninguém consegue tomar uma refeição minimamente decente com 5 euros”.

O secretário-geral da CGTP alerta ainda para a necessidade de “medidas que deviam de ser tomadas e não foram tomadas até agora”, nomeadamente o peso com os encargos dos juros da dívida, “são cerca de 8 mil milhões de euros que estão orçamentados e que teremos que pagar para o ano que vem”, e com as parcerias público-privadas (PPP), “que nos vão levar cerca de 1,6 mil milhões de euros”.

“Este não é o nosso orçamento, este não é o orçamento que os trabalhadores e o país desejam, é o orçamento que nos foi apresentado e que pode e que deve ser melhorado em sede de especialidade nas comissões da Assembleia da República”, conclui Arménio Carlos.

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