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Odemira: Trabalhadores das estufas da Sudoberry exigem melhores condições de trabalho

Os trabalhadores, na sua maioria oriundos da Índia, Nepal e Paquistão, concentraram-se em frente aos escritórios do administrador da exploração agrícola em protesto contra os salários em atraso, a falta de clareza nos pagamentos e os turnos de 12 horas com apenas meia hora de intervalo.
Estufa em Odemira. Foto de Paulete Matos.

No seu contrato, os trabalhadores têm a indicação de que a empresa agrícola paga 6,22 euros à hora, mas o patronato não esclarece as suas dúvidas sobre a forma de contabilização das horas e de cálculo dos pagamentos. Acresce que, neste momento, têm salários em atraso.

Outro dos motivos do protesto prende-se com os turnos de 12 horas com apenas meia hora de intervalo. “Precisamos de descansar. Mas eles não nos dão ouvidos. Talvez a empresa pense que isto é como na Coreia do Norte, que podem fazer o que quiserem”, afirmou um trabalhador em declarações à SIC na sexta-feira.

“Disse a um patrão que precisávamos de água para beber e ele respondeu que não tinham de nos fornecer água, que podíamos trabalhar ou voltar para casa”, continuou.

A falta de condições de higiene de casas de banho e cantina também foram denunciadas.

A Sudoberry, com sede em São Teotónio, Odemira, produz, embala e exporta frutos vermelhos. Desde a sua criação, em 1997, a sua produção cresceu para 47 hectares de produção coberta, 44 ha de morangos e 3 ha de framboesas, e 10 ha de área descoberta. Em 2019, a SudoBerry figurou entre as empresas agrícolas de Odemira que mais usufruíram de benefícios fiscais, tendo pago menos 55.194,87 euros em impostos.

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