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OCDE: Situação de pobreza afastou portugueses dos cuidados de saúde

Um estudo da OCDE confirma que entre 2008 e 2014 se agravou bastante a desigualdade no acesso à Saúde em Portugal.
Entrada do hospital
Foto Paulete Matos.

“A proporção de pessoas em grupos de baixo rendimento que apontam necessidades não satisfeitas para exame médico aumento de 2.2% em 2008 para 6.6% em 2014”, diz o estudo “Health at a Glance 2016”, publicado pela OCDE. A principal razão prende-se com o custo dos cuidados médicos, acrescenta o estudo.

A situação mais grave de exclusão por falta de rendimentos na Europa acontece na Grécia e na Letónia, onde ela afetou em 2014 um sexto e um quarto da população com baixo rendimento, respetivamente.

A situação agrava-se no que toca aos cuidados de saúde dentária, que não integra a cobertura básica nos serviços públicos. Portugal Grécia e Itália são os países onde “uma parte substancial da população aponta necessidades não satisfeitas de cuidados de saúde dentária, em especial entre a população de baixo rendimento”.

Mais uma vez, é a Letónia a liderar a tabela dos excluídos da saúde dentária por motivos financeiros, geográficos ou de tempo de espera, com 18% da população e 37% se forem apenas considerados os grupos com baixo rendimento. Segue-se Portugal com 16% e 29%, respetivamente

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