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OCDE contra sanções a Portugal e Espanha

O secretário-geral da OCDE manifestou-se nesta sexta-feira contra a aplicação de sanções a Portugal e Espanha e apelou ao aumento do investimento público e privado na Europa, “para potenciar o crescimento económico”.
“Ninguém deve ser punido”, declarou Ángel Gúrria – Foto OCDE/flickr
“Ninguém deve ser punido”, declarou Ángel Gúrria – Foto OCDE/flickr

“Ninguém deve ser punido”, declarou nesta sexta-feira, 10 de junho, Ángel Gúrria, secretário-geral da OCDE, pronunciando-se sobre eventuais sanções a Portugal, por incumprimento das metas do défice impostas pela zona euro. Gúrria falava em Paris na apresentação de dois relatórios económicos atuais, um sobre a União Europeia e outro sobre a zona euro.

Ángel Gúrria disse que Portugal e Espanha fizeram um “grande esforço de consolidação orçamental, realçou que não defende o “abandono da disciplina” das contas públicas e apelou ao investimento público em áreas como a educação, para fomentar crescimento económico.

No relatório anual sobre a zona euro, a OCDE aponta que "ao contrário dos Estados Unidos, o investimento ainda está muito abaixo dos níveis de 2007, em particular nos países mais atingidos pela crise", como Portugal. A OCDE apela também ao investimento privado, dizendo que “a falta de previsibilidade e estabilidade da legislação continua a ser um importante obstáculo à atividade das empresas na UE".

Na passada quinta-feira, 9 de junho, o parlamento português rejeitou a imposição de sanções. Na AR foram aprovados dois votos contra eventuais sanções: um de PS, Bloco, PCP, PEV e PAN, que teve a abstenção de PSD e CDS-PP e outro da direita, que teve a abstenção de PS e PAN e os votos contra de Bloco, PCP e PEV.

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