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Obras no aeroporto de Lisboa são “aumento de capacidade encapotado”, diz Zero

A associação ambientalista considera que o encerramento à noite é uma “boa notícia estragada por um erro inadmissível”, pois as obras deveriam ter sido precedidas por uma avaliação de impacto ambiental. A Zero lembra também que o aumento dos movimentos no aeroporto terá consequências ambientais.
Obras no aeroporto de Lisboa são “aumento de capacidade encapotado”, diz Zero
Foto de Jaime.silva/Flickr.

A associação ambientalista Zero reagiu à notícia de que as obras para a criação de duas saídas rápidas de pista no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, terão início no próximo mês de janeiro. Diz a associação que esta é uma “boa notícia estragada por um erro inadmissível”.

De acordo com a Zero, a criação destas duas saídas rápidas no aeroporto de Lisboa necessitavam de uma avaliação de impacto ambiental, algo que não ocorreu. Porém, não deixam de assinalar que o encerramento da infraestrutura entre as 23:30 e as 05:30 até junho, causado pelas obras, é positivo.

Para os ambientalistas, a indicação do encerramento total do aeroporto naquele período da noite “mostra que é possível ajustar os movimentos e garantir o descanso da população próxima do aeroporto”. A associação tem monitorizado o movimento e nível de ruído no aeroporto da capital.

Contudo, alertam que o impedimento de voos durante parte da noite “irá certamente agravar o número de movimentos no restante período, com um agravamento do incómodo” nessas horas "e, tudo indica, sem respeitar os valores-limite legislados”.

Segundo o comunicado da associação ao qual a agência Lusa teve acesso, nas últimas sete madrugadas, da meia-noite às seis da manhã, o número real de movimentos foi 102, apesar de estarem previstos 74 movimentos, entre partidas e chegadas. Nas suas contas, os 102 movimentos são 11 acima do total de 91 movimentos semanais permitidos.

Já a construção de duas saídas rápidas “não deveria acontecer sem avaliação de impacto ambiental”, uma vez que tal irá gerar um aumento dos movimentos e, com este, o aumento de “consequências ambientais que deveriam ser devidamente avaliadas”, indica a nota da Zero. Os ambientalistas consideram que estas obras necessitavam pelo menos um pronunciamento por parte da Agência Portuguesa do Ambiente sobre a necessidade de um estudo de impacto ambiental.

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