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Obra sobre Marielle vai ajudar a apoiar casa para pessoas trans e imigrantes em Lisboa

Jaqueline Arashida pintou Marielle Vive, inspirada na vereadora do Rio de Janeiro que foi assassinada. Os coletivos Pandemónio e Coral colocam-na a leilão para financiar a Casa T.
Marielle Vive. Pormenor de foto da página da associação Coral.
Marielle Vive. Pormenor de foto da página da associação Coral.

Marielle Franco, vereadora no Rio de Janeiro, foi assassinada a 14 de março de 2018 e a sua memória continua a ser homenageada em vários pontos do globo. Em Lisboa, uma pintura de Jaqueline Arashida, chamada Marielle Vive, com mais de um metro da altura será leiloada com as verbas a reverterem na totalidade para a Casa T, um projeto que acolhe, em Lisboa, pessoas trans e imigrantes.

Segundo o Público, a iniciativa é dos coletivos artísticos e culturais Pandemónio e o Coral, sendo o leilão feito online na página desta organização durante dez dias com a base de licitação a ser de 300 euros.

A este jornal, Letícia Mendes do coletivo Coral explica o projeto: “o assassinato da Marielle no Brasil foi muito forte, muito marcante. Para nós, tornou-se sinónimo de resistência, através da cultura, da arte. A Casa T também acolhe muitas pessoas artistas, migrantes, racializadas. Toca-nos a todas. Vamos lembrar-nos do assassinato da Marielle todos os dias.” A iniciativa tem um valor “simbólico, num momento em que precisamos muito de nos entreajudar” mas a verba irá ajudar a Casa T “a que se mantenham por mais alguns meses”, para que “possa respirar de alívio”.

A Casa T é um projeto que existe em Lisboa desde o verão de 2020. Não conta com nenhum género de financiamento oficial e todas as despesas são pagas através de angariação de fundos no site Gofundme. Surgiu “em resposta à crise habitacional generalizada e agravada para pessoas ‘transvestigêneres’ e/ou imigrantes e/ou racializadas” e pretende agora formalizar-se como associação e expandir-se no país.

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