“O radicalismo está no PS/Açores, que promove a precariedade e o amiguismo nos negócios”

09 de October 2016 - 0:13

No maior jantar de campanha do Bloco nos Açores, que juntou mais de 300 pessoas, Zuraida Soares apontou baterias à maioria absoluta do PS nos Açores. Catarina Martins defendeu que a mudança que começou no continente vai continuar nas eleições regionais de 16 de outubro.

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Foto Paulete Matos

Cerca de 300 pessoas participaram no maior jantar-comício de sempre do Bloco nos Açores, que teve lugar este sábado em Lagoa, na ilha de São Miguel.

A cabeça de lista do Bloco pelo círculo desta ilha teceu duras críticas ao poder da maioria absoluta do PS e respondeu ao líder socialista Vasco Cordeiro, que acusara o Bloco de “radicalismo e extremismo”.

“O radicalismo não está do lado do Bloco de Esquerda. O radicalismo está do lado do Partido Socialista, que promove o amiguismo nos negócios, a quebra de direitos, a exploração de quem trabalha e a precariedade laboral, em particular, nos jovens”, afirmou Zuraida Soares, reafirmando o objetivo do Bloco de alargar a representação parlamentar na Assembleia Legislativa Regional.

“Precariedade é o maior assalto que se faz ao país”

Catarina Martins também interveio neste jantar-comício para lembrar que “há um ano a política nacional mudou porque o Bloco cresceu: vejam como em 2016 foram repostos feriados e rendimentos, pararam privatizações e passou a tratar-se as pessoas com a dignidade que merecem, ainda que tanto esteja por fazer. Não é tempo também de mudar alguma coisa nos Açores?”, perguntou, no início de um discurso que apelou ao voto da juventude açoriana para fazer a diferença das eleições de 16 de outubro.

[caption align="left"] Cerca de 300 pessoas participaram no jantar de campanha deste sábado em Lagoa, na ilha de São Miguel.[/caption]

“No dia 16 podem ter voz, usem o poder desse voto e não se resignem. A escola, o trabalho e a dignidade são para todas as gerações e os mais jovens podem dar a volta a isto e são quem pode fazer a diferença no dia 16”, afirmou Catarina, defendendo que “é preciso virar a página do abuso laboral, do abandono escolar, da humilhação de quem vive sempre com tão pouco e de quem sente todos os sacrifícios”.

A coordenadora do Bloco falou da precariedade presente nas vidas de tantos jovens da Região, em que um em cada três jovens está desempregado, considerando que ela “é o maior assalto que se faz ao país”, porque a precariedade “tira salários, tira direitos, tira as mais básicas condições de vida”.

A exigência que o Bloco apresenta nestas eleições “é simples: que quem trabalha tenha um contrato de trabalho, não é trabalho à hora, não é um POC [programa ocupacional], não é estágio, é um contrato de trabalho, quem trabalha tem que ter direito a um contrato de trabalho e a salário digno. É essa a nossa luta”, sublinhou, referindo ainda que nos Açores “o combate ao abandono escolar, o combate pelo acesso à educação e o combate à precariedade são o mesmo combate”.