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“O racismo é um veneno”: Angela Merkel reage a ataque terrorista

A chanceler alemã condenou o ataques que matou 10 pessoas na cidade de Hanau. Autor dos disparos foi encontrado morto e deixou manifesto de ódio racista e teorias da conspiração.
Angela Merkel
Angela Merkel à chegada ao Conselho Europeu esta quinta-feira. Foto União Europeia ©

"O racismo é um veneno, o ódio é um veneno. E este veneno existe na nossa sociedade. E já foi culpado por crimes demais", afirmou Angela Merkel esta quinta-feira, após o desfecho da perseguição ao autor dos disparos que deixaram 10 mortos na quarta-feira à noite.

As vítimas destes ataques encontravam-se em dois bares de shisha (ou narguilé) na cidade de Hanau, perto de Frankfurt. Segundo a Deutsche Welle, o atirador começou por abrir fogo no bar Midnight, no centro da cidade. Em seguida, fugiu para outro bairro de Kesselstadt, disparando contra os clientes do Arena Bar & Café. Segundo a BBC, pelo menos metade das nove vítimas mortais são cidadãos turcos.

As imagens das câmaras de vigilância permitiram identificar o automóvel e o autor dos ataques terroristas como Tobias R., 43 anos, nascido e morador naquela cidade. Na manhã desta quinta-feira, a polícia entrou em sua casa, encontrando-o morto ao lado do corpo da sua mãe. Suspeita-se de que a terá assassinado antes de se suicidar, elevando para dez o número das suas vítimas.

Tal como noutros casos de terrorismo da extrema-direita, também este deixou um “manifesto” publicado na internet  - e entretanto retirado - que destila ódio racista, listando mais de duas dezenas de países cuja população defende que devia ser exterminada por completo. Segundo a Der Spiegel, para além da admiração expressa por Donald Trump e do ódio contra imigrantes, o texto deixa a entender que o terrorista era também um paranóico apoiante de teorias da conspiração, dizendo-se convencido de que os serviços secretos o vigiavam a ele e a boa parte da população, tendo a capacidade de ler os seus pensamentos e de os controlar à distância.

A investigação às ligações de Tobias R. com a extrema-direita alemã vai prosseguir, garantiu o procurador-geral alemão, Peter Frank. Ainda na passada sexta-feira, a polícia anunciou o desmantelamento de uma rede de extrema-direita que estaria prestes a fazer atentados contra políticos, refugiados e muçulmanos. No fim de semana houve manifestações contra a extrema-direita em várias cidades alemãs.

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