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“O poder local não pode ser o sítio de dar a palavrinha e receber o favorzinho”

Catarina Martins esteve na apresentação da candidatura bloquista ao concelho de Santarém e destacou o “combate pela transparência e contra o clientelismo”. Filipa Filipe encabeça a lista à Câmara e Francisco Cordeiro é o primeiro candidato à Assembleia Municipal.
Catarina Martins esteve na apresentação da candidatura bloquista a Santarém - Foto esquerda.net
Catarina Martins esteve na apresentação da candidatura bloquista a Santarém - Foto esquerda.net

Nesta segunda-feira, 22 de maio, foi apresentada a candidatura do Bloco de Esquerda ao concelho de Santarém.

Na apresentação, a coordenadora do Bloco de Esquerda destacou o “combate pela transparência e contra o clientelismo”, a “defesa dos bens comuns”, a “regeneração urbana” e as “responsabilidades sociais das autarquias”.

“As autarquias não podem ser uma coutada de presidentes de câmara ou de presidentes de junta. A democracia tem de ser bem mais exigente”, apontou Catarina Martins e sublinhou: “O poder local não pode ser o sítio de dar a palavrinha e receber o favorzinho. Tem de ser o sítio em que há pluralidade de opiniões, há divergências. Em que se fazem propostas, em que se constrói com transparência, com liberdade. E isso falta muito nas autarquias.”

Catarina Martins destacou também a “defesa intransigente do espaço público, que tem de ser de todos” e sublinhou que “os bens públicos têm de ser geridos como gestão pública”, apontando que “a defesa dos bens comuns em cada autarquia vai ser essencial para proteger o nosso futuro”.

A coordenadora bloquista destacou também a regeneração urbana, salientando que “qualquer modelo de crescimento económico que não tenha em foco as pessoas e os seus direitos pode virar-se contra nós”. “Vira-se contra nós na reabilitação urbana, se for feita em nome de quem tiver mais dinheiro para viver no centro da cidade e ao pé do património e expulse os outros todos para fora”, afirmou a deputada.

Catarina Martins destacou também as “responsabilidades sociais das autarquias”, lembrando que “há 2 milhões e 600 mil pessoas a viver na pobreza em Portugal” e que apesar de o número da pobreza ter diminuido no último ano, “mais de uma em cada quatro pessoas vive em situação de pobreza”.

“Isto significa que as questões da igualdade, da justiça fiscal, dos serviços públicos, da distribuição de rendimentos, são absolutamente essenciais, porque o poder local tem obrigações e capacidade de intervenção, com a sua própria proximidade, que mais nenhum tem e é por isso que é, para nós também, tão importante”, salientou Catarina Martins.

Filipa Filipe é candidata bloquista à Câmara Municipal de Santarém

Filipa Filipe, psicóloga de 29 anos, é natural do concelho de Alpiarça e, além do Mestrado Integrado em Psicologia, tem formação em psicodrama e teatro, dando consultas no concelho de Rio Maior e colaborando com projetos e associações, nomeadamente na área da prevenção e apoio à saúde mental.

Francisco Cordeiro encabeça a lista bloquista à Assembleia Municipal de Santarém. É licenciado em marketing, administrador de sistemas de informação de uma empresa no Reino Unido, e liderou em 2013 a candidatura bloquista à União de Freguesias da Cidade.

Graça Isabel encabeça a lista à União de Freguesias da Cidade.

A apresentação da candidatura foi acompanhada pela divulgação de “10 laços de cidadania e afeto por Santarém”.

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