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“O Bloco foi um dos que mais cresceu em votos e mandatos”

Catarina Martins afirma que o reforço autárquico do Bloco permitiu “derrotar a direita e combater as maiorias absolutas”, o que garante "novas possibilidades de intervenção” e abre caminho à construção de "maiorias de transformação à esquerda", nos municípios e freguesias.
Foto de Paulete Matos.
Foto de Paulete Matos.

"Nas eleições autárquicas de 2017, o Bloco cresceu em votos e mandatos", afirmou Catarina Martins, esta quarta-feira. Em conferência de imprensa na sede nacional, em Lisboa, após a reunião da Comissão Política do Bloco, que teve lugar na noite anterior, a Coordenadora Nacional frisou ainda que o partido foi um dos "que mais cresceu em votos nestas eleições autárquicas", o que garante "novas possibilidades de intervenção e atuação" nos municípios e freguesias.

“Mantivemos os vereadores eleitos no Entroncamento, Moita, Portimão, Salvaterra de Magos, Seixal e Torres Novas. Perdemos o vereador eleito em Olhão, mas recuperámos vereadores em Almada e Lisboa, e elegemos pela primeira vez em Abrantes, Amadora e Vila Franca de Xira. Nas assembleias municipais, subimos de 100 para 125 deputados municipais e, nas assembleias de freguesias, aumentámos de 138 para 213 eleitos e eleitas”, descreveu.

Catarina destacou também os resultados das eleições autárquicas no Funchal, dado que a coligação Confiança, que o Bloco integra, “voltou a ganhar a Câmara Municipal e aumentou os eleitos e eleitas em todos órgãos do concelho”; e também assinalou que o Movimento de Cidadãos Eleitores por Peniche, apoiado pelo Bloco de Esquerda, “ganhou a autarquia”.

"O Bloco assume que tem um resultado modesto, mas, na verdade, fizemos um grande caminho", declarou Catarina Martins, referindo-se ao panorama nacional e sublinhando que a própria "estrutura do poder local", mais "fechada nas suas próprias regras", dificulta a entrada em cena de atores mais recentes como o Bloco.

Reforço do Bloco permitiu derrotar a direita e combater as maiorias absolutas

A Coordenadora Nacional do Bloco disse que o “resultado de crescimento” do partido, nestas eleições autárquicas, cumpriu também os objectivos de “derrotar a direita e combater as maiorias absolutas”, dando o exemplo da eleição de um vereador em Lisboa, o que impediu a maioria absoluta do PS e de fernando Medina.

Em Lisboa e no resto do país, "e como definido" na última Convenção Nacional, o Bloco está disponível para "maiorias de transformação à esquerda", nas autarquias e nas freguesias, afirmou Catarina Martins, lembrando que "cada concelho é um caso" a avaliar por si mesmo e que o Bloco está “disponível para assumir todas as responsabilidades”.

Em Lisboa, onde o Bloco elegeu Ricardo Robles como vereador, os eventuais "acordos com base programática" terão de ter em conta as prioridades e os compromissos assumidos na campanha eleitoral, nomeadamente, a questão do número de creches na cidade, o investimento nos transportes públicos, a transferência da receita obtida com a taxa turística para os cofres da cidade e a criação de um verdadeiro programa público de habitação. “Questões essenciais” para o Bloco, sublinhou Catarina, que deverão fazer parte de qualquer acordo que venha a ser desenhado.

"As maiorias constroem-se com base em conteúdos programáticos. O nosso primeiro debate em Lisboa, como em qualquer outra autarquia, não é um debate sobre pelouros, mas um debate sobre programa. Julgo que nos próximos dias vamos ter algumas conversas. Mas é preciso que quem ganhou a Câmara tenha vontade de o fazer”, reiterou a Coordenadora do Bloco, nas respostas aos jornalistas.

Por fim, Catarina Martins afirmou que “o Bloco de Esquerda mantém a sua determinação em fazer cumprir o acordo para parar o empobrecimento em Portugal". Este é "o percurso importante para a esquerda e também o que o país reconhece como importante", concluiu.

Conferência de imprensa de Catarina Martins sobre autárquicas | ESQUERDA.NET

Conferência de imprensa de Catarina Martins sobre autárquicas | ESQUERDA.NET

Termos relacionados Autárquicas 2017, Política
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