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"O Bloco foi o único partido a enfrentar as elétricas para baixar a conta da luz"

Em Torres Novas, Catarina Martins lembrou que no passado dia 6 apresentou propostas para evitar uma "bomba-relógio" nos preços da eletricidade, enquanto o PS “assobia para o lado e não é sequer capaz de implementar em Portugal as medidas que o governo em Espanha está a implementar”.
Catarina Martins afirmou em Torres Novas que “o Bloco de Esquerda é o único partido que enfrenta sempre o lóbi das elétricas” - Foto de Paulo Cunha/Lusa

Catarina Martins interveio no comício do Bloco de Esquerda em Torres Novas, que se realizou nesta quinta-feira e onde Helena Pinto é vereadora e candidata à Câmara Municipal.

Luís Fazenda, antigo líder parlamentar do Bloco, também interveio, para além de Catarina Martins e Helena Pinto. Noutra notícia no esquerda.net, destacaremos estas duas intervenções.

A coordenadora do Bloco começou por indicar que as autarquias servem para cuidar do direito à habitação, da garantia de existência de saúde pública, de creches, de saneamento básico, do combate à poluição. “As autarquias têm de cuidar da comunidade, não são uma comunidade de negócios”, destacou.

A coordenadora bloquista lembrou então que, segundo a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), o preço da eletricidade vai voltar a aumentar no dia 1 de outubro, 3% para as famílias que estão no mercado regulado, 1,05 euros para a maioria dos consumidores neste segmento. Catarina Martins recordou também que apresentou, há pouco mais de uma semana, no dia 6 de setembro, medidas para evitar uma "bomba-relógio" nos preços da eletricidade.

O único partido que enfrenta sempre o lóbi das elétricas”

“Agora, por exemplo, que no país se discute o aumento da energia num dos países em que a energia já é a mais cara da Europa quando se tem em conta o poder de compra, sabem que o Bloco de Esquerda é o único partido que enfrenta sempre o lóbi das elétricas, que já apresentou propostas concretas para acabar com o privilégio das elétricas e baixar a conta da luz no país”, defendeu Catarina.

E sublinhou que esta atitude do Bloco contrasta com a do PS, que “assobia para o lado e não é sequer capaz de implementar em Portugal as medidas que o governo em Espanha, aqui ao lado, já está a implementar”. E também com a da direita,  "que não sabe o que é que há de fazer e vai fazer umas audições lá para outubro, depois de o preço da luz já ter aumentado”, acrescentou.

Mas o Bloco de Esquerda “não vira a cara aos problemas, não se intimida pelos grandes do poder económico e não esquecerá nunca que o seu papel e a sua missão é defender este povo que trabalha tanto”, afirmou a coordenadora bloquista.

“Há uma coisa que sabemos, quando se decidir o que se vai fazer com o programa dos milhões do PRR (Programa de Recuperação e Resiliência), quando se decidir se os milhões são do interesse do povo ou para uma elite privilegiada, o Bloco de Esquerda tem curriculo na defesa do povo”, afirmou Catarina, acrescentando que “o Bloco tem currículo na defesa do povo e o PS e a direita têm cadastro a alimentar essa economia de privilégio”.

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