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O Acordo de Paris faz cinco anos, a Greve Climática Estudantil sai à rua

O compromisso de lutar pelo limite de 1,5ºC de aumento da temperatura é a nova campanha da greve climática estudantil. Esta sexta-feira e sábado há ações de rua em várias cidades do mundo, incluindo Lisboa.
Ativistas da Fridays for Future em luta pela limitação do aumento da temperatura. Dezembro de 2020. Foto da Greve Climática Estudantil.
Ativistas da Fridays for Future em luta pela limitação do aumento da temperatura. Dezembro de 2020. Foto da Greve Climática Estudantil.

Centenas de cidades no mundo, entre as quais várias portuguesas, vão assistir na próxima sexta-feira a ações destinadas a assinalar o quinto aniversário da assinatura do Acordo de Paris, que estabeleceu o compromisso de tomar medidas para que o aumento global da temperatura não passasse dos 2ºC.

Cinco anos volvidos, os ativistas ambientais consideram que “a crise climática continua a não ser tratada como uma crise”. Dizem que foram “cinco anos de inação, de falsas promessas e de vazios políticos” e não veem razão para pedir o cumprimento de um acordo que avaliam como “insuficiente”.

A Greve Climática Estudantil lança, por isso, um novo apelo sob o lema #fightfor1point5, o limite que “a Ciência diz ser necessário”.

De acordo com o grupo ambientalista, na próxima sexta-feira, “um pouco por todo o país, os jovens sairão às ruas ou irão para as varandas acender velas e estender faixas”. Estão marcadas concentrações para Lisboa, no Terreiro do Paço, a partir das 19 horas, na qual os ativistas vão desenhar uma mensagem com luz, em Faro, em frente ao Fórum, às 18 horas, também haverá luzes e muito mais em defesa do clima, e Aveiro, Alcácer do Sal e Odemira têm já marcados eventos neste âmbito. 

A 12 de dezembro, coincidindo com o 5º aniversário do Acordo de Paris, em vários países vai-se sair à rua em ações de desobediência civil e em manifestações.

Em Lisboa, haverá uma Marcha para o Enterro da Acordo de Paris, desde o Jardim do Príncipe Real até à Assembleia da República, passando pelo Ministério do Ambiente.

Um compromisso de adesão a esta luta está também disponível para subscrição individual e de grupos na página da Fridays for Future.

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