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Novo ciclo político é a antítese do que representou Cavaco Silva

Para Marisa Matias, Cavaco Silva “resolveu fazer um discurso completamente alheio àquilo que foram as suas opções nos últimos dez anos”, em que procurou sempre garantir a estabilidade do setor financeiro e nunca a estabilidade da vida das pessoas.
Foto de Paulete Matos

Em reação à mensagem de ano novo do ainda Presidente da República, a última de Cavaco Silva nessas funções, Marisa Matias afirmou que “não deixa de ser relevante [Cavaco Silva] referir-se às pessoas que atravessam mais dificuldades neste país, ou seja, a população que ele ignorou ao longo dos seus dez anos de mandato" e, ao mesmo tempo "nem uma palavra sobre a banca, o sector que Cavaco Silva mais protegeu ao longo dos seus dez anos de mandato”.

Para a candidata presidencial, entramos, de facto, “num novo ciclo político, mas esse ciclo político é a antítese do que representou Cavaco Silva, e portanto, esta mudança não poderá parar seguramente em Belém porque aí sim estaremos a falar de um novo país em que se recuperam rendimentos, dignidade do povo, em que se defende o país e não o país que foi o rosto de Cavaco Silva nos últimos dez anos”. 

Para Marisa Matias, Cavaco Silva “teve um contacto muito direto com o país real ao ir buscar ao país real, a todas as pessoas que o constituem, os rendimentos necessários para alimentar o setor da banca, o setor financeiro, aquele que não parou de lhes sugar os recursos que seriam fundamentais para a estabilidade da vida dos portugueses”, pelo que “teria sido mais justo e mais leal para com os portugueses que ignorou, se tivesse assumido aquele que foi o seu papel de favorecimento do sector económico e não da estabilidade da vida das pessoas”. 

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