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Novo Banco: "este é o tempo de o governo explicar o que vai fazer com a Lonestar"

"O governo não conta com o Bloco para limpar bancos para entregar a privados. É uma lógica desastrosa para o país que não aceitamos. O Bloco espera que haja a sensatez de perceber que ser bom aluno de Bruxelas não é bom para o país."
Catarina Martins e Ricardo Robles nas oficinas do Metro de Lisboa, foto de Luís Costa
Catarina Martins e Ricardo Robles nas oficinas do Metro de Lisboa, foto de Luís Costa

Em visita às oficinas do Metro de Lisboa, Catarina Martins respondeu a questões sobre o futuro do Novo Banco: "A posição do Bloco é clara. Não tem sentido o Estado ter posição num banco e depois as pessoas não terem poder de decisão sobre o seu futuro. Esta é uma posição que o governo e o público conhecem."

O problema político, diz, é "se aceitamos ou não uma imposição de Bruxelas". E, acrescenta, "o Bloco já disse o que pensa sobre isso: esta venda à Lonestar é errada e contra o interesse público." E acrescentou, "o governo não conta com o Bloco para limpar bancos para entregar a privados. É uma lógica desastrosa para o país que não aceitamos. O Bloco espera que haja a sensatez de perceber que ser bom aluno de Bruxelas não é bom para o país."

A comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, admitiu esta terça-feira a possibilidade de o Estado português manter 25% do capital do Novo Banco, mas apontou que então deverá assumir outros compromissos, escusando-se a especificar quais.

Numa conferência de imprensa em Bruxelas, Vestager, questionada sobre notícias que apontam para a hipótese de a Comissão Europeia permitir que um quarto do capital do Novo Banco se mantenha no setor público, mas sob a condição de o Estado ficar fora da gestão do banco, disse que o executivo comunitário admite estudar alterações ao compromisso inicial (de venda de 100% do Novo Banco), mas salientou que a solução final deve ser “equilibrada”.

"As nossas cidades precisam de investimento"

A visita às oficinas tinha como objetivo alertar para a necessidade de investimento neste meio de transporte. Segundo Catarina Martins, "em Lisboa, na Amadora, em Odivelas, as pessoas percebem que o metro não responde como devia. O metro é um transporte fundamental em qualquer cidade e a falta de investimento preocupa-nos. O Metro de Lisboa tem capacidade instalada, oficinas disponíveis para trabalhar, precisam é de investimento".

"Quando temos um consenso em proteger o metro da privatização do PSD/CSD - essa estratégia foi derrotada e ainda bem, ouve uma maioria para garantir que o metro permanecia público - agora é necessário que essa maioria invista para recuperar a falta de investimento dos últimos seis anos."

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