You are here

Nova líder da CGTP promete “intensificar a luta”

Isabel Camarinha encerrou o Congresso da CGTP e definiu como “prioridades imediatas” o aumento dos salários, o fim da caducidade das convenções coletivas e a reposição do princípio do tratamento mais favorável, e o combate contra a precariedade e pelas 35 horas.
Isabel Camarinha
Isabel Camarinha no discurso de encerramento do XIV Congresso da CGTP. Foto CGTP.

O XIV Congresso da CGTP chegou ao fim este sábado com o primeiro discurso da nova secretária-geral. Isabel Camarinha é dirigente sindical desde 1991 e liderava o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) desde 2016. Foi eleita com 115 votos favoráveis, 25 brancos e 1 nulo na eleição da madrugada de sábado no Conselho Nacional. Na escolha da composição da Comissão Executiva, a maioria voltou a excluir a corrente sindical próxima do Bloco de Esquerda.

No seu discurso, Isabel Camarinha deixou a promessa de responder aos “desafios que se nos colocam de aumentar e intensificar a acção reivindicativa e a luta” e definiu como prioridades o aumento geral de salários, com a proposta de aumentos de 90 euros para todos os trabalhadores e do salário mínimo nacional para os 850 euros “no mais curto prazo”.

O fim da caducidade das convenções colectivas e a reposição do princípio do tratamento mais favorável são outras reivindicações urgentes para acabarem com o “bloqueio e chantagem patronais”, prosseguiu Isabel Camarinha, depois de questionar o processo de negociação do governo: “De que diálogo social fala o Governo, quando dá a uma das partes, à parte com mais poder na relação de trabalho, os instrumentos para a chantagem permanente? Que diálogo é este em que nos querem enredar, para transformar os contratos colectivos no meio para impor direitos abaixo da legislação geral? Não aceitamos, jamais poderemos aceitar camaradas!”, contrapôs.

Entre as prioridades da CGTP para o próximo período estarão também o combate à precariedade e a redução do horário de trabalho para as 35 horas sem redução de salário, ou a luta contra a desregulação dos horários de trabalho e do “trabalho extraordinário de borla dos bancos de horas e das adaptabilidades, condição essencial para a efetiva conciliação da vida profissional com a vida pessoal e familiar”.

No final do discurso, a nova secretária-geral saudou os membros da comissão executiva cessante da CGTP que deixam o cargo por atingirem o limite de idade: Ana Avoila, Augusto Praça, Carlos João, Carlos Trindade, Deolinda Machado, Fernando Jorge, Graciete Cruz, João Torres e Arménio Carlos.

Termos relacionados Política
(...)