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Nova Iorque vai criar monumento para celebrar duas drag queens

O mayor de Nova Iorque anunciou que vai construir um monumento em memória de Marsha P. Johnsonv e Sylvia Rivera, que se identificavam como drag queens e foram ativistas do movimento LGBTQI. Estiveram envolvidas na revolta de Stonewall, que aconteceu há 50 anos, e apoiaram jovens sem-abrigo.
Foto de Rhododendrites/wikicommons

Em 1969, a polícia norte-americana usava e abusava da violência contra a comunidade LGBTQI. Em Nova Iorque, as rusgas em bares frequentados por esta comunidade eram frequentes. Servir álcool a homossexuais era então ilegal. Até que uma revolta estalou em Stonewall no bairro de Greenwich Village.

No coração desta revolta e das lutas pelos direitos que se lhe seguiram estiveram Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera. Depois disso, criaram uma associação de ajuda aos jovens sem abrigo da comunidade LGBTQI, a STAR, Street Transvestite Action Revolutionaries.

Em sua memória, Bill de Blasio, Presidente da Câmara de Nova Iorque, anunciou a construção de um monumento para “honrar o seu papel de pioneiras no combate pelos direitos humanos, na nossa cidade e no mundo inteiro”. O mayor disse ainda que “em todo o lado neste país, as comunidades transgénero e não-binárias sofrem ataques violentos e discriminatórios. Aqui em Nova Iorque enviamos uma mensagem clara: reconhecemos-vos pelo que são, celebramos-vos e protegemos-vos.”

Chirlane McCray, poetisa afro-americana casada com de Blasio acrescentou que esta homenagem é também uma forma de lutar contra a tendência de representar o movimento LGBTQI como “branco e gay”. Isto porque Sylvia Rivera era de origem porto-riquenha e Marsha P. Johnson era afro-americana.

Segundo de Blasio, o monumento será construído perto de Stonewall mas apenas deverá estar pronto em 2021.

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