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Nova estirpe da gripe passa de porcos para humanos e preocupa cientistas

Um estudo mostra que uma nova estirpe de H1N1 presente em quintas de produção de porcos na China está a contagiar trabalhadores. Pedem-se medidas de controlo urgente para evitar uma nova pandemia.
Injeção para a H1N1. Foto de Ingmar Zahorsky.
Injeção para a H1N1. Foto de Ingmar Zahorsky.

Um conjunto de cientistas publicou esta segunda-feira na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences um estudo baseado num trabalho de recolha de dados entre 2011 e 2018 em dez províncias chinesas, que mostra que uma nova estirpe do vírus H1N1 está a contagiar seres humanos.

Nos últimos três anos do estudo, a recolha de 338 amostras de sangue de trabalhadores de 15 quintas e de 230 de habitantes das redondezas descobriu a presença de anticorpos em 10,4 por cento dos trabalhadores e em 4,4% dos moradores. Os trabalhadores mais novos, entre 18 e 35 anos, tinham uma taxa muito mais elevada: 20,5%.

O H1N1 é altamente contagioso e houve um surto em 2009, tendo causado 285 mil mortes. Apesar disso, considera-se que tem uma taxa de mortalidade muito baixa de 0,02%. Esta variante, a G4 EA, tem estado presente nas quintas chinesas desde 2016. As infeções humanas não têm causado doença e não há nenhuma prova de contágio entre humanos, mas isso pode mudar.

O estudo afirma mesmo que esta estirpe “tem todas as características essenciais de um candidato a vírus pandémico”. Dever-se-á “urgentemente” controlar o contágio nos porcos e monitorizar de perto as populações humanas em contacto com estes.

Ao jornal The Guardian, Ian H. Brown, chefe do Departamento de Virologia da Agência de Saúde Animal e de Plantas britânica, explicou que “pode acontecer que com mais mutações no vírus este se possa tornar mais agressivo para as pessoas como aconteceu com o SARS-CoV-2”.

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