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Netanyahu sob investigação por suborno e fraude

O primeiro-ministro de Israel está sob investigação criminal por suborno e fraude ligado à compra de submarinos alemães em 2010.
Netanyahu por Atef Safadi, EPA/Lusa
Netanyahu por Atef Safadi, EPA/Lusa

Submarinos alemães e mercado de carbono. Uma fonte rica de casos de corrupção que agora abrange Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel e líder do Likud, sob investigação criminal por suspeita de corrupção e fraude, noticia o Times of Israel.

A investigação está a cargo do Procurador Geral de Israel, Avichai Mandelblit, e começou há nove meses na secção especializada da polícia israelita, o Lahav 433, com funções semelhantes ao FBI norte-americano.

A investigação parte de suspeitas de que Netanyahu alegadamente recebeu cerca de 1 milhão de euros de Arnaud Mimran, um empresário francês atualmente a servir oito anos de prisão devido a um esquema fraudulento no mercado de carbono. Durante o julgamento, o empresário francês declarou ter doado este dinheiro durante a campanha legislativa de 2009 em Israel.

Netanyahu recusa qualquer hipótese de veracidade nestas acusações e um porta-voz declarou oficialmetne que "O primeiro-ministro  não recebeu dinheiro ilegal de Mimran. Qualquer outra acusação é uma mentira".

Paralelamente, desenvolve-se outra investigação sobre o papel de Netanyahu na compra de submarinos alemães à Thyssen Krupp em 2010, altura em que era Ministro da Defesa. O processo de compra de submarinos foi anormalmente célere - durou menos de um ano, num negócio avaliado em cerca de 1,3 mil milhões de euros. 

Para comparação, as negociações para a aquisição de aviões F-35 aos EUA durou mais de 10 anos.  Acresce que Netanyahu não era ministro da Defesa no início do processo, mas sim Moshe Ya'alon, que se opunha ao negócio. Ou seja, o ministro da defesa foi substituído por Netanyahu que foi objetivamente instrumental para avançar com a compra dos submarinos.

Em Portugal, apesar do processo de substituição dos submarinos ter sido lançado em 1993, Paulo Portas recebe as propostas dos consórcios a 2 de junho de 2003 e toma a decisão final em Maio de 2004.
 

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