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Netanyahu falha, Israel vai de novo a eleições

É a primeira vez na história de Israel que um primeiro-ministro não consegue formar uma coligação. Em setembro, os israelitas voltam às urnas.
Fotografia: commons/wikimedia.org
Fotografia: commons/wikimedia.org

As novas eleições legislativas estão marcadas para 17 de setembro. Benjamin Netanyahu, atual primeiro-ministro e vencedor das anteriores, não conseguiu acordo com o seu antigo aliado de extrema-direita, Avigdor Lieberman, ex-ministro da Defesa, para formar novo governo.

Netanyahu tinha até à meia-noite de quarta-feira (22 horas em Lisboa) para formar uma coligação governativo, anunciando um novo executivo. Como esse anúncio não foi feito, o parlamento votou a dissolução do governo de Netanyahu. Este é um cenário sem precedentes, já que nunca na história de Israel um primeiro-ministro se viu incapaz de formar uma coligação. Desta vez, tal aconteceu devido a desentendimentos com Lieberman, ex-ministro da Defesa e ultranacionalista, que exige que o serviço passe a ser obrigatório para todos e se acabe com a isenção dada aos estudantes judeus ultraortodoxos. Estes últimos têm a referida isenção desde que o Estado de Israel foi criado, em 1948 (esta altura é ainda conhecida por “nakba”, palavra árabe que significa “catástrofe” e designa o êxodo palestiniano, quando cerca de 711 mil palestinianos fugiram ou foram expulsos das suas casas).

De acordo com o jornal Haaretz, Netanyahu, de extrema-direita, acusou Lieberman, também de extrema-direita, de ser “de esquerda” e de ter “enganado o eleitorado”. Entretanto, garantiu que voltará a canidatar-se para as eleições de setembro.

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