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“Nem mais uma estufa em Odemira!”

Pedro Gonçalves, candidato do Bloco à Câmara Municipal de Odemira, criticou o excesso de agricultura intensiva no concelho e afirmou: “Não vamos permitir que a ABM volte a cortar a água aos pequenos consumidores para beneficiar os grandes empresários da agricultura intensiva”.
Pedro Gonçalves, candidato do Bloco à Câmara de Odemira - Foto de Andreia Quartau
Pedro Gonçalves, candidato do Bloco à Câmara de Odemira - Foto de Andreia Quartau

Este sábado, 24 de julho, foi apresentada a candidatura autárquica do Bloco de Esquerda no concelho de Odemira que tem como candidato à Câmara Pedro Gonçalves e Ventura Ramalho como candidato à Assembleia Municipal. A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, esteve presente e interveio. O Bloco apresenta listas à Câmara, à Assembleia Municipal e a seis freguesias.

Fazer Mais por Odemira

Na sua intervenção, Pedro Gonçalves falou sobre o Rio Mira e criticou a Associação de Beneficiários do Mira (ABM), “associação que foi tomada de assalto pelos senhores da agricultura intensiva e pelos seus servidores”. E, sublinhou: “Não vamos permitir que a ABM volte a cortar a água aos pequenos consumidores para beneficiar os grandes empresários da agricultura intensiva”.

Pedro Gonçalves contou que o Bloco de Esquerda de Odemira esteve “contra a expansão de mais Agricultura Intensiva com ou sem estufas”, desde a publicação da resolução do Conselho de Ministros 179/2019, “que autoriza o triplo de estufas e colocação de contentores”. E posicionou-se contra enquanto não estiverem resolvidos todos os problemas identificados no relatório da IGAMAOT [Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território] em 2017. “Reafirmamos: NEM MAIS UMA ESTUFA EM ODEMIRA!”, sublinhou o candidato, que defendeu a necessidade de “Fazer mais por Odemira”.

Pedro Gonçalves considerou também urgente “fazer o levantamento e a análise dos impactos da agricultura intensiva na água, no ar, nos solos e na saúde dos habitantes” e declarou: “É algo com que o Bloco de Esquerda se compromete quando chegar ao executivo municipal”.

O candidato bloquista criticou o PS, no Governo e no executivo municipal, pelos serviços e auxílios que “prestaram às empresas da agricultura intensiva” e “a quem interessam mais os negócios milionários dos frutos vermelhos do que a dignidade humana e para quem os negócios de tostões dos pequenos comerciantes Odemirenses nada valem”.

Considerando que “cada voto no Bloco será mais um travão à destruição em curso no Concelho de Odemira”, o candidato afirmou que “não se pode ignorar os efeitos e impactos na saúde pública e na avifauna e ecossistema em toda a área do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina” e a necessidade de “políticas e intervenções diferentes para terminar com estas ameaças”.

Por uma estratégia local de habitação

Pedro Gonçalves defendeu também a necessidade de uma estratégia local de habitação, “que dê resposta aos jovens e à maioria da população em geral, à Reabilitação do Edificado e ao apoio ao Arrendamento com rendas controladas”. “Tem que ser possível fixar os nossos jovens na sua terra”, sublinhou.

Propostas defendidas na Assembleia Municipal nos últimos oito anos

Pedro Gonçalves afirmou que existem propostas defendidas pelo Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal nos últimos oito anos.

Um problema que o Bloco tem levantado é a questão de trabalhar com o Infarmed no sentido de serem atribuídos alvarás para a abertura de farmácias no interior do concelho de Odemira, “onde algumas pessoas têm que se deslocar largas dezenas de quilómetros para ter acesso à sua medicação”.

Outra questão é a resolução dos problemas associados à recolha e gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos. “É urgente apostar na construção ou reabilitação de espaços multiusos para actividades de estudo e tempos livres das Crianças e Jovens , por todo o Concelho”, afirmou também o candidato.

E, defendeu aida a aposta na valorização do montado, a redução da dependência do eucalipto e a necessidade de acautelar os interesses da população na revisão do Plano Diretor Municipal de Odemira e a promoção do medronho e da produção de aguardente, “como Produto Estratégico e potenciar ao máximo o que esta actividade já representa no dinamismo e na atividade económica do interior do Concelho”.

Pedro Gonçalves defendeu também a criação de um Programa Museológico e a abertura de Odemira ao mundo, “trazendo experiências culturais e artísticas de outras regiões do país e do estrangeiro”.

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