A Frente Unitária Antifascista reuniu 65 organizações antifascistas num manifesto e uma petição pública que apelava à proibição de uma “conferência neonazi” em Lisboa este sábado. O objetivo era impedir “a normalização do discurso de ódio”.
Assim, os antifascistas marcaram encontro nas ruas, naquilo a que chamaram uma “mobilização nacional antifascista”, respondendo a um evento convocado pelo neonazi Mário Machado.
Em declarações à Lusa, Mamadou Ba, dirigente do SOS Racismo, presente na manifestação, afirmou que este “é um grito de cidadania”. O objetivo, de acordo com o mesmo, “é fazer um alerta público face ao encontro de organizações declarada e abertamente racistas, cuja existência em si é uma afronta à Constituição da República Portuguesa”.
Os signatários da petição classificaram o encontro contra o qual reagiram como “de extrema-direita”, sendo algumas das organizações presentes “assumidamente de ideologia fascista e neonazi” . Para além de apelarem à mobilização cidadã, solicitaram ainda uma posição clara por parte dos partidos políticos.
O Bloco já repudiara publicamente a conferência de extrema-direita marcada para Lisboa, tendo apelado à participação nesta manifestação. Através de um comunicado, o partido afirmou que a conferência reúne organizações que apelam à violência racista e deve ser impedida pelas autoridades, "pois visa promover organizações cujos membros se distinguem no apelo à violência racista".
Em declarações à comunicação social, Isabel Pires, deputada do Bloco de Esquerda, considerou fulcrais estas respostas a mobilizações de extrema-direita, “num momento em que o discurso do ódio, do racismo e da xenofobia cresce não apenas no Brasil e nos Estados Unidos, mas também na Europa”. Assim, sublinhou a importância de se estar “em todos os movimentos de solidariedade”, considerando que “é um dever impedir o crescimento da extrema-direita”.