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Nascimentos diminuíram porque os jovens emigraram

Apesar da taxa de natalidade ter aumentado em 2014, nasceram menos 420 bebés do que em 2013. As políticas de precarização, despedimentos e empobrecimento do governo PSD/CDS provocaram esta diminuição.
Foto de Eduardo Merille/Flickr

As estatísticas publicadas pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) revelam que, apesar de terem nascido menos bebés do que 2013, a taxa de natalidade aumentou. Esta aparente contradição é explicada pela forma como se calcula a taxa de natalidade: o número de nado-vivos é dividido pela população total e multiplicado por 1000. A matemática é simples, a taxa de natalidade aumentou e nasceram menos bebés, o que se passou foi que a população emigrou em números ainda maiores. Ou seja, em 2013 a população residente em Portugal diminuiu em 56.233 habitantes. Entre 2009 e 2014 emigraram mais pessoas e menos imigrantes vieram para Portugal, como consequência, em 2014 havia menos 245.676 pessoas entre os 15 e os 64 anos do que em 2009 a viver no país.

As promessas vãs do governo da coligação PSD/CDS em política de natalidade apenas aceleraram esta tendência, agravada pelas decisões governamentais, essas sim, concretizadas, de precarização, despedimentos em massa e empobrecimento da população.

Em 2014 o governo PSD/CDS prometeu um plano de incentivo à natalidade. Concretizou-o da pior maneira

Por um lado, em matéria familiar, em 2014 o governo PSD/CDS prometeu um plano de incentivo à natalidade. Concretizou-o da pior maneira, com a aprovação de um quociente familiar no pagamento do IRS que prejudicou o rendimento das famílias, cortou no RSI (203 milhões), no abono de família (437 milhões). O CDS inventou um “visto familiar” nunca saiu do papel.

Por outro lado, o governo baixou os salários médios brutos em 400€ por ano, perderam-se nos últimos quatro anos uma média de 204 empregos por dia e 55% da população ativa é precária ou está desempregada (segundo dados do INE). Uma em cada cinco pessoas vive em risco de pobreza e, segundo dados do Observatório das Desigualdades, ter filhos em Portugal significa, em muitos casos, cair na pobreza. Os números são claros: um país governado pela coligação PSD/CDS não tem futuro.

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