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Nasceu o maior bloco comercial do mundo com a China a ocupar papel central

15 países assinaram a Parceria Económica Abrangente Regional. Depois de Trump ter abandonado o TTP, a China ganha espaço com um acordo de livre comércio que abrange a Ásia e o Pacífico.
Primeiro-Ministro do Vietname e o seu ministro da Indústria e Comércio durante a cerimónia virtual de assinatura do acordo comercial RCEP. Foto de LUONG THAI LINH/EPA/Lusa.
Primeiro-Ministro do Vietname e o seu ministro da Indústria e Comércio durante a cerimónia virtual de assinatura do acordo comercial RCEP. Foto de LUONG THAI LINH/EPA/Lusa.

30% da economia mundial. 2,2 mil milhões de consumidores. 15 países. O RCEP, sigla em inglês da Parceria Económica Abrangente Regional, assinado este domingo em Hanoi, no Vietname, torna-se o maior acordo económico em vigor no mundo. Com a China a destacar-se e os EUA a ficarem de fora.

Um passo que confirma a política económica de Trump. Se a administração Obama tinha construído o Trans-Pacific Partnership, a administração Trump saiu dele em 2017.

O RCEP coloca agora a China em vantagem, intensificando as trocas comerciais na região e visando a descida progressiva de tarifas. Isso mesmo salientou o ministro chinês das finanças que não forneceu detalhes sobre que produtos verão as tarifas aduaneiras eliminadas imediatamente ou em quais isto será feito progressivamente. Mas o facto de haver um acordo deste tipo que inclui China e Japão foi considerado pelo governante como “histórico”. O mesmo se pode dizer acerca da Coreia do Sul.

O bloco comercial agrupa os dez países do ASEAN, Associação das Nações do Sudeste Asiático, a Indonésia, a Tailândia, Singapura, a Malásia, as Filipinas, o Vietname, a Birmânia, o Camboja, o Laos e o Brunei, a China e parceiros comerciais tradicionais do norte-americanos como o Japão, a Coreia do Sul, a Austrália e a Nova Zelândia. A Índia participou nas negociações mas afastou-se em novembro do ano passado.

Este acordo foi assinado à margem da reunião da ASEAN que discute quer as tensões no mar do Sul da China quer a recuperação económica da região pós-pandemia.

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