You are here

"Não queremos acreditar que o Banco de Portugal está a remar contra a maré da consolidação orçamental"

O "critério de aumento de provisões" faz com que o Banco de Portugal "pague ao Estado menos 100 milhões de euros este ano que no ano passado", explicou esta sexta-feira Catarina Martins no debate quinzenal com o primeiro-ministro na Assembleia da República.
Fotografia de António Cotrim/Lusa.

"O Banco de Portugal compra dívida, com isso faz juros, e por isso tem lucro. Do lucro paga impostos e dividendos ao Estado, seu acionista. O Banco de Portugal decidiu aumentar provisões com medo de perdas futuras num critério que é desconhecido", afirmou Catarina Martins esta sexta-feira no debate quinzenal com a presença de António Costa.

O "critério de aumento de provisões" faz com que o Banco de Portugal "pague ao Estado menos 100 milhões de euros este ano que no ano passado", montante repartido entre impostos e entrega de dividendos, explicou a porta-voz, que procurou obter junto do primeiro-ministro informações sobre estes valores.

"Não tenho ainda uma informação precisa do montante da alteração. Sei que resulta de uma regra europeia relativamente à constituição de provisões em função da dívida adquirida", respondeu António Costa.

"Não queremos acreditar que o Banco de Portugal está a remar contra a maré da consolidação orçamental de Portugal", retorquiu Catarina Martins.

A deputada introduziu ainda no debate a reposição das 35 horas semanais na função pública e a greve dos estivadores.

Catarina Martins reivindicou o fim das Empresas de Trabalho Temporário nos portos. António Costa respondeu que o Governo estabeleceu esta sexta-feira como a data limite para que as partes em conflito no Porto de Lisboa se entendam.

Sobre as 35 horas semanais, o primeiro-ministro não avançou nada em relação às negociações mas disse estar de acordo "no essencial, se não em tudo" com a porta-voz do Bloco, e lembrou a sua experiência como presidente da Câmara de Lisboa para lembrar que nunca aplicou a alteração de horário decidida "unilateralmente" pelo anterior Governo.

Ler mais: Porque caem os dividendos do Banco de Portugal em 2016?

Catarina:"Defendemos o principio das 35 horas para todos trabalhadores no sector público e privado"

Catarina: "Não queremos acreditar que o BdP está a remar contra a maré da consolidação orçamental"

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Política
(...)