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“Não podemos repetir a história da crise financeira", alerta Marisa Matias

A eurodeputada bloquista considera as medidas aprovadas no Parlamento Europeu "importantes, mas claramente insuficientes" para a necessidade de proteger quem trabalha e evitar que sejam as mesmas pessoas a pagar outra vez a crise.
Marisa Matias no Parlamento Europeu. Foto de GUE/NGL/Flickr.
Marisa Matias no Parlamento Europeu. Foto de GUE/NGL/Flickr.

As primeiras medidas de emergência na resposta da UE à Covid-19 foram ontem, 26 de Março, votadas e aprovadas no Parlamento Europeu. A eurodeputada do Bloco de Esquerda, Marisa Matias, considera que as mesmas são “importantes, mas claramente insuficientes”.

Num vídeo publicado nas redes sociais Twitter e Facebook, a eurodeputada afirma que as medidas tomadas “mostram a importância dos fundos de coesão e dos serviços nacionais de saúde”, lamentando que a Comissão Europeia pretenda reduzir estes fundos já no próximo ano e que o SNS, após sucessivos ataques aquando da intervenção da troika, continue a ser prejudicado pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento e pelos tratados europeus que impedem o adequado investimento nos serviços públicos.

 

Foram aprovadas medidas de emergência aos diferentes países que enfrentam a pandemia, mas Marisa Matias considera-as insuficientes, não respondendo aos principais desafios do momento, e que a Comissão Europeia deveria ter ido mais longe protegendo o trabalho e quem trabalha. A crise afeta sempre mais os mais frágeis, mas as medidas não respondem às pessoas que estão em situação de desemprego ou de precariedade, com cortes salariais e baixos salários como é frequetemente o caso em Portugal.

“Seriam necessárias medidas que impeçam, por exemplo, os despedimentos em massa como estamos a assistir”, em especial naqueles sectores que têm sido claramente financiados, defende a eurodeputada, afirmando que em tempos de crise não se pode deixar ninguém para trás e que as respostas parciais se traduzem em problemas mais tarde.

“Nós não podemos repetir a história da crise financeira, não podemos permitir que venham a pagar esta crise, mais uma vez, as pessoas que mais estão a ser afetadas. Por isso são precisas medidas urgentes e a principal de todas é perceber que estes tratados não nos resolvem a vida no quotidiano, em situações de normalidade, muito menos quando falamos numa situação de pandemia global”.

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