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“Não podemos continuar a tratar as questões ambientais como questões menores”

Afirmando que as autarquias têm uma grande responsabilidade no que respeita à poluição das águas, Catarina Martins frisou que, para o Bloco, "a questão ambiental é prioritária, porque é uma questão de saúde pública, de qualidade de vida e do próprio desenvolvimento económico". 
Segundo Catarina Martins, “a questão ambiental não tem tido a centralidade que devia ter”. Foto de Paulete Matos.

Esta quarta-feira, Catarina Martins e João Vasconcelos, candidato à Câmara Municipal de Portimão, fizeram uma viagem de barco no rio Arade.

Em declarações aos jornalistas, a coordenadora bloquista lembrou que “a Lei da Água previa que até ao final de 2015 estivesse garantida a qualidade da água, ou seja, que fossem cumpridos determinados parâmetros”.

“Contudo, as metas da Lei da Água foram revistas para 2021, porque até 2015 não foram cumpridos os parâmetros de despoluição dos nossos rios, das nossas lagoas, dos lagos, do mar”, acrescentou Catarina Martins.

Frisando que “temos de cumprir esses compromissos”, a dirigente do Bloco vincou que “as autarquias têm uma obrigação fundamental, não só no que diz respeito ao seu trabalho em relação às Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), como no que se refere à própria monotorização de outros poluidores, e a outras questões como o assoreamento dos rios, que vão criando problemas extra”.

“O compromisso do Bloco de Esquerda para as autárquicas é que a questão ambiental é prioritária, porque é uma questão de saúde pública, é uma questão de qualidade de vida e é uma questão do próprio desenvolvimento económico”, assinalou Catarina Martins.

A coordenadora bloquista fez referência às queixas dos mariscadores ou dos pescadores, que chegam a ter de parar a sua atividade por causa dos níveis de poluição. “Estamos também num dos sítios que é mais dependente do turismo e onde ciclicamente há problemas de poluição”, adiantou ainda.

Reforçando que “a questão ambiental não tem tido a centralidade que devia ter”, Catarina Martins frisou que “o que nós vemos é que as metas ambientais parecem como a linha do horizonte, quando nos aproximamos elas afastam-se”.

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