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Não é justo que haja excedente orçamental e falte investimento no SNS

No Centro de Saúde da Moita, onde há um dentista, Catarina Martins aproveitou o exemplo para exigir que haja acesso à saúde oral e mental em todo o país. Saudou também a entrada em vigor no próximo ano do fim das taxas moderadoras nos cuidados primários e notou que estes devem ser reforçados para promover a saúde.
Catarina Martins no Centro de Saúde da Moita. Setembro de 2019.
Catarina Martins no Centro de Saúde da Moita. Setembro de 2019. Foto de Paula Nunes.

A Moita é uma exceção no que diz respeito à existência de cuidados de saúde oral nos cuidados primários. O Centro de Saúde tem médico dentista. Por isso, Catarina Martins visitou esta unidade de saúde “para chamar a atenção precisamente da necessidade dos cuidados primários serem cuidados que abrangem as várias áreas da saúde”.

E, para além da saúde oral, outra das áreas deficitárias nos cuidados primários é a saúde mental. A coordenadora do Bloco defende que “toda a gente em todo o país deve ter acesso à saúde oral, à saúde mental”.

Durante esta visita, chamou-se ainda a atenção para o fim das taxas moderadoras nos cuidados primários que entrará em vigor no próximo ano. Uma medida “muito importante”, considera Catarina Martins, porque “os cuidados primários que são a porta de entrada para o Serviço Nacional de Saúde”. Que estes sejam universais e gratuitos é, assim, uma medida de “promoção da saúde”.

Portanto, a dirigente bloquista pensa que “mudar o paradigma para o Serviço Nacional de Saúde é também ter essa coragem: compreender como os cuidados primários de saúde são essenciais num país que tem cada vez mais esperança de vida mas infelizmente com poucos anos de vida com qualidade de vida”, sendo o reforço dos cuidados primários “um compromisso muito forte para o Bloco de Esquerda”.

Questionada pelos jornalistas sobre o investimento governamental na saúde, Catarina Martins começou por lembrar que “nos tempos do governo PSD CDS foram cortados mais de mil milhões de euros ao orçamento da saúde”. Mas não deixou de sublinhar que “a recuperação dos últimos quatro anos não chega”, que “continuamos a ter opções que são erradas, com tanto dinheiro que acaba por financiar os privados em vez de reforçar o SNS”.

A notícia do dia, de que houve um excedente orçamental, levou a coordenadora do Bloco a questionar “não percebemos que podemos e devemos investir mais onde é essencial?” Para Catarina Martins a pergunta é retórica porque a resposta é evidente: “sim, precisamos de mais investimento na saúde” e “não é justo, não é equilibrado que um país tenha excedentes orçamentais e que o seu Serviço Nacional de Saúde tenha falta de investimento”.

Do ponto de vista do Bloco, o país “com contas certas” não é um país que corta na saúde. Pelo contrário “é um país que é capaz de promover a saúde, capaz de fazer o investimento que é necessário no SNS, nos cuidados primários para que toda a gente tenha acesso à saúde”.

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