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Mulheres afegãs apelam a ação global a 25 de setembro

A RAWA, organização feminista anti-fundamentalista afegã, lança um apelo a todas as pessoas que “amam a justiça” no sentido de participarem numa ação em solidariedade com as mulheres e todos os grupos vulneráveis do Afeganistão contra o imperialismo, o militarismo, o fundamentalismo e o fascismo.

A Revolutionary Association of the Women of Afghanistan - RAWA, que se apresenta como a mais antiga organização feminista anti-fundamentalista do Afeganistão, que luta pelos direitos das mulheres, democracia, liberdade e justiça social desde 1977, lança um apelo a todos os que “amam a justiça, progressistas e afins em todo o mundo” no sentido de participarem numa ação a realizar a 25 de setembro, sábado.

A mensagem para esta ação é: “As mulheres do mundo e os nossos aliados estão com as mulheres - e todos os grupos vulneráveis ​​- do Afeganistão contra o imperialismo, o militarismo, o fundamentalismo e o fascismo”.

“Nenhum/a de nós é livre até que as mulheres do Afeganistão sejam livres”, frisa a RAWA.

A organização exorta os governos, o Conselho de Segurança da ONU e as entidades regionais a recusarem reconhecer um governo talibã, “que não tem legitimidade além da força brutal que comanda e que aterroriza o povo do Afeganistão, meninas e mulheres em particular”, e a acabarem com todas as formas de apoio aos talibãs, “incluindo financiamento, fornecimento de armas e conhecimento técnico”.

A RAWA reivindica o fim do imperialismo, militarismo, fascismo e fundamentalismo religioso e apela a que as entidades supra-mencionadas parem e impeçam “a manipulação dos direitos das mulheres para fins comerciais e outros interesses”.

Apoiar a resistência das mulheres contra os talibãs no Afeganistão; respeitar e apoiar as mulheres e o povo afegãos no exercício dos seus direitos democráticos e humanos, incluindo o seu direito à autodeterminação; garantir a evacuação de mulheres e homens, defensores dos direitos humanos, jornalistas, policias, funcionários públicos, atletas e LGBTI + que desejem deixar o país e garantir a sua passagem segura também fazem parte das suas prioridades.

A RAWA quer ainda ver criado um corpo independente de observadores, composto por uma maioria de mulheres, com histórico de promoção dos direitos humanos das mulheres para acompanhar a situação no Afeganistão.

Em causa está também o acolhimento de refugiados, com a exigência de que os EUA e os seus aliados assumam a responsabilidade de financiar o custo do reassentamento dos deslocados do Afeganistão; a abertura imediata de corredores humanitários para apoiar o povo afegão; e o fim das políticas de comércio de armas e o complexo industrial militar, que se beneficia das guerras em curso no Afeganistão e em outras partes do mundo.

 

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