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Movimento contra as portagens no Algarve alerta para aumento da sinistralidade na EN125

Numa ação de protesto este domingo, o Movimento contra as portagens na Via do Infante denunciou que 2019 foi mais um ano a ultrapassar os dez mil acidentes rodoviários na Estrada Nacional 125.
Protesto contra as portagens na A22
Protesto contra as portagens na A22. Foto publicada por João Vasconcelos na sua página Facebook.

“As portagens potenciam a sinistralidade rodoviária e vamos, uma vez mais, chegar ao final do ano com mais de 10.000 acidentes, como aconteceu em 2016, 2017 e 2018” afirmou este domingo à agência Lusa o porta-voz da Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI), o deputado bloquista João Vasconcelos.

A ação de protesto decorreu em Luz de Tavira, onde os ativistas da CUVI distribuíram folhetos aos automobilistas que passavam na EN125 em defesa da abolição das portagens na A22, a Via do Infante, no dia em que passam oito anos desde a sua introdução. Nas faixas do protesto podiam ler-se frases como “Portajar é matar”, “EN125 estrada da Morte” ou “A cada hora há um acidente, você pode ser o próximo”.

“Desde 1 de janeiro até 30 de novembro, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária revela que o Algarve já contabiliza 9.921 acidentes de viação, com 31 vítimas mortais e 206 feridos graves. São mais 23 acidentes e mais 19 feridos graves do que no mesmo período do ano passado”, lamentou João Vasconcelos.

Os ativistas lembraram as promessas de António Costa em 2015 para pôr fim às portagens, quando o atual primeiro-ministro reconhecia que a “EN125 era um cemitério”, e lamentam agora que não tenha cumprido “a palavra dada”. Há poucas semanas, o PS voltou a chumbar no parlamento as propostas para acabar com as portagens nas antigas SCUT.

Para além da sinistralidade, o movimento aponta o prejuízo económico para a economia algarvia que as portagens representam para alimentar a concessionária da Via do Infante, que recolhe 70 milhões de euros por ano — 40 milhões do Estado e 30 milhões das portagens —, uma situação que os ativistas veem como “imoral e um crime".

Os atrasos na requalificação da  Estrada Nacional 125 são outra das preocupações da comissão de utentes para ajudar a minorar os níveis de sinistralidade naquela estrada que é a única alternativa à A22.

 

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