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Morte de crianças migrantes é consequência da política Trump

Duas crianças migrantes morreram à guarda das forças fronteiriças norte-americanas. Baher Azmy, do Center for Constitucional Rights, sublinha que estas mortes são consequência de uma política deliberada para “infligir o máximo sofrimento” aos migrantes.
Foto do Center for Constitutional Rights

Felipe Gómez Alonzo, um rapaz de oito anos da Guatemala, morreu na véspera de Natal no Novo México. Estava detido desde 18 de dezembro. Tinha-lhe sido diagnosticada uma mera constipação.

Nesse mesmo dia, o cadáver de Jakelin Caal Maquín chegava à sua aldeia natal. Jakelin, uma rapariga de sete anos também da Guatemala, tinha morrido a 8 de dezembro, dois dias depois do seu pai ter pedido asilo na fronteira.

Baher Azmy, diretor jurídico do Center for Constitutional Rights, em entrevista ao meio de comunicação social independente Democracy Now, denunciou que as autoridades norte-americanas estão bloquear deliberadamente os processos, o que empurra os requerentes de asilo para zonas perigosas, de violência endémica. “Eles querem dificultar o mais possível que as pessoas entrem no país e, de alguma forma, estão satisfeitos com os relatos de condições horríficas de ambos os lados da fronteira e de mortes.” Ou seja, “tudo isto é intencional. Não esta morte em particular, mas ela é parte de um sistema desenhado para infligir máximo sofrimento e assim manter os migrantes fora deste país.”

Azmy acrescentou ainda que “estas pessoas estão a fugir de condições de violência e privação em parte criadas por este governo” por isso “negar a estes seres humanos o seu desejo da liberdade de se reunirem com os seus entes queridos e dar-lhes uma oportunidade é o cúmulo da crueldade e da arbitrariedade.” O jurista sublinhou que os migrantes empreendem estas viagens devido a um “desespero genuíno para fugir violência horrível ou degradação esmagadora e pobreza”

O Center for Constitutional Rights junto com outras duas organizações de direitos civis entrou com um processo judicial para bloquear a rejeição automática de pedidos de asilo a quem entrasse no país fora de um “ponto de acesso oficial”. O Supremo Tribunal dos EUA deu-lhes razão considerando que a lei de Trump violava a Lei dos Refugiados de 1980 que especifica que qualquer individuo pode pedir independentemente do lugar por onde entre no país e que vai no mesmo sentido da legislação internacional.

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