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Morreu o Zé Pedro (1956-2017)

Zé Pedro, dos Xutos e Pontapés, morreu esta quinta-feira, aos 61 anos, vítima de doença prolongada. Bloco sublinha que "Zé Pedro foi e continuará a ser um exemplo de frontalidade, irreverência, insubmissão”.
Zé Pedro (1956-2017) na apresentação da candidatura do Bloco de Esquerda às eleições europeias em 2009 - Foto de Paulete Matos
Zé Pedro (1956-2017) na apresentação da candidatura do Bloco de Esquerda às eleições europeias em 2009 - Foto de Paulete Matos

José Pedro Amaro dos Santos Reis nasceu em Lisboa, em setembro de 1956. A agência Lusa diz que Zé Pedro nasceu numa família de sete irmãos, “com um pai militar, não autoritário, e uma mãe militante-dos-valores-familiares”, como recordou num dos capítulos da biografia “Não sou o único” (2007), escrita pela irmã, Helena Reis.

No final na década de 1970, Zé Pedro, com Zé Leonel e Paulo Borges, criou a banda Delirium Tremens. Posteriormente, com a entrada de Kalú e de Tim, para o lugar de Paulo Borges, a banda passou a chamar-se Xutos & Pontapés.



O primeiro concerto dos Xutos & Pontapés realizou-se em 13 de janeiro de 1979, nos Alunos de Apolo, em Lisboa.

Zé Pedro estava doente há vários meses, tendo assumido publicamente a sua situação de saúde no passado dia 4 de novembro, no último concerto dos Xutos & Pontapés, no Coliseu de Lisboa.

Zé Pedro acabou por morreu esta quinta-feira, em Lisboa, aos 61 anos.

O seu velório tem lugar a partir das 16h desta sexta-feira no edifício original do Museu dos Coches. No sábado, a missa de corpo presente é celebrada a partir das 13h30 no Mosteiro dos Jerónimos, sendo seguida de cerimónia privada, reservada à família.

“Zé Pedro foi uma figura marcante da cultura portuguesa”

Numa nota enviada à comunicação social, o Bloco de Esquerda sublinha que “Zé Pedro foi uma figura marcante da cultura portuguesa”.

“Deixa na música popular e no rock uma marca inestimável, não apenas enquanto músico, mas também como divulgador de centenas de bandas e projectos que, com o seu contributo, se apresentaram em palco, em disco ou na rádio”, lê-se na missiva.

Os bloquistas recordam Zé Pedro “pelo seu contributo musical e pelo seu compromisso cívico, que se cruzou com o Bloco de Esquerda em lutas determinantes contra a guerra, pela descriminalização do aborto e em defesa dos direitos socais”.

“Por tudo isto, Zé Pedro foi e continuará a ser um exemplo de frontalidade, irreverência, insubmissão”, acrescentam.

O Bloco de Esquerda manifesta o seu pesar pelo falecimento, endereçando aos Xutos & Pontapés, à família e amigos as suas condolências.

“Que falta nos vai fazer”

Na sua página no facebook, Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, escreveu:

“Morreu o Zé Pedro. Difícil de acreditar. Sorriso, generosidade, talento, luta. Que falta nos vai fazer”.

"Tentei e tento dar sempre o melhor de mim"

Após o último espectáculo dos Xutos & Pontapés, no Coliseu de Lisboa, Zé Pedro deixou uma mensagem na sua página de facebook:

Entrar em qualquer sala com lotação esgotada é maravilhoso. Os Coliseus tem uma magia muito própria e o concerto de ontem foi muito especial.
Como sabem tenho andado na luta da vida com alguns problemas de saúde...
Tentei e tento dar sempre o melhor de mim.
O vosso carinho, o vosso amor, a vossa energia, toda a força que me transmitem é-me tão forte e vital que só posso humildemente agradecer....
Obrigado também a todos os que ontem gritaram o meu nome e fizeram com que tivesse força para continuar naquele palco até ao fim.

Notícia em atualização

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