De acordo com o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), a jovem morreu “na sequência de uma situação clínica infeciosa com pneumonia bilateral – sarampo”.
A jovem estava internada desde o fim de semana na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do CHLC – Hospital Dona Estefânia, na sequência de uma pneumonia bilateral – complicação respiratória do sarampo.
Numa nota enviada à comunicação social, o Centro Hospitalar de Lisboa Central acrescenta que “a família acompanhou toda a evolução da situação clínica e o CHLC, com tristeza, lamenta a ocorrência e presta, publicamente, os seus sentidos pêsames”.
A jovem falecida integrava um grupo de seis doentes contaminados, dois deles pediatras da unidade de saúde mas o seu estado agravou-se e teve de ser colocada num quarto com pressão negativa para garantir o seu isolamento.
Refira-se que esta doença, que estava praticamente erradicada em Portugal desde 1994 e cuja eliminação tinha sido reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Verão do ano passado, reapareceu novamente alegadamente pelo facto de os pais terem deixado de vacinar as crianças.
A vacinação organizada contra o sarampo em Portugal teve início em 1973, através uma campanha de vacinação de crianças entre os um e quatro anos, tendo vigorado até 1977e em 1974, a vacina contra o sarampo foi incluída no Plano Nacional de Vacinação (PNV) e em 1990 foi introduzida uma segunda dose da vacina.
Este ano e só no continente europeu foram reportados mais de 500 casos de sarampo em pelo menos sete países, segundo dados disponibilizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).