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Moedas encolhe ciclovia sem parecer técnico, mas exige parecer para tirar carros aos domingos

A vereadora bloquista Beatriz Gomes Dias denunciou que o presidente da Câmara de Lisboa quer fazer regressar a ciclovia da Almirante Reis a um modelo perigoso e que não funcionou quando foi testado. Moedas anunciou que vai desobedecer à decisão dos vereadores de proibir trânsito automóvel na Avenida da Liberdade aos domingos e feriados.
Moedas quer trazer carros de volta à faixa da ciclovia no sentido ascendente da avenida. Foto Miguel A. Lopes/Lusa

Depois de ter apresentado em reunião de Câmara, juntamente com o Livre e a vereadora independente Paula Marques, uma proposta para um parecer técnico que defina o futuro desenho da cilovia da Avenida Almirante Reis, a vereadora Beatriz Gomes Dias testemunhou esta quarta-feira que o presidente da autarquia lisboeta, Carlos Moedas, já está a avançar com a obra sem que esse parecer exista.

O presidente da Câmara "insiste em voltar a colocar em prática uma solução que já foi testada e que não funcionou: fazer uma ciclovia bidirecional no sentido descendente que, segundo as marcações, tem uma largura inferior à que está regulamentada no PDM", revelou a vereadora do Bloco de Esquerda em plena ciclovia, num vídeo partilhado nas redes sociais.

Beatriz alega que "para além de aumentar a circulação de automóveis, pois vai acrescentar uma faixa para o trânsito automóvel no sentido ascendente", este desenho de ciclovia "coloca em risco os utilizadores de bicicletas porque a ciclovia com esta dimensão não permite que duas pessoas circulem lado a lado".

Moedas assume desobediência à decisão da Câmara a que preside

Em declarações à Lusa, o autarca que governa a capital em minoria afirmou que irá desobedecer à decisão dos vereadores que aprovaram a proibição da circulação automóvel aos domingos e feriados na Avenida da Liberdade.

“Há uma garantia: não tomo decisões como presidente da Câmara que não estão bem sustentadas, nem financeiramente, nem economicamente. Eu não vou implementar esta medida enquanto não tiver a prova de que ela é uma medida boa para a cidade e que não tem um efeito económico negativo, sobretudo num tempo de retoma económica”, afirmou o autarca após um almoço com o patronato da hotelaria, que critica a medida.

Apesar de não dispor de estudos sobre esse impacto, o autarca acrescentou que o encerramento ao trânsito automóvel daquela artéria no centro de Lisboa aos domingos e feriados irá levar a "despedimentos e menos capacidades dos que aqui estão de pagar salários”.

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