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A mobilização dos trabalhadores é importante para responder a novos e velhos problemas

Nos desfiles do 1º de maio da CGTP, em Lisboa e no Porto, Beatriz Gomes Dias e José Soeiro sublinharam esta mesma mensagem. Dizem que para além de resolver questões como a precariedade, o desemprego, a ausência de contratação coletiva e os baixos salários é preciso regular teletrabalho e plataformas digitais.

O 1º de maio desconfinou e muitos trabalhadores assinalaram a data nas ruas. No desfile da CGTP em Lisboa, a deputada Beatriz Gomes Dias, falou da importância da mobilização para “continuar a dar força ao movimento das trabalhadoras e dos trabalhadores” face a uma crise que “acrescentou problemas aos problemas que já existiam”.

Assim, à “precariedade, desemprego, falta de contratação coletiva, aos baixos salários” associaram-se novas questões “como o teletrabalho e as plataformas digitais” a que é preciso encontrar respostas.

A deputada respondeu a questões dos jornalistas que queriam saber se o Bloco estaria disponível para negociar o próximo orçamento de Estado com o PS, dizendo que a questão se colocará “um bocadinho mais para a frente” e que “até lá precisamos de encontrar soluções para responder aos problemas que afetam a vida das pessoas”. O Bloco de Esquerda, assegura, “estará disponível para encontrar essas soluções”.

Outra das questões foi sobre as declarações da candidata do PSD à Câmara Municipal da Amadora, Suzana Garcia, que disse que o Bloco deveria ser exterminado. A candidata do Bloco à Câmara de Lisboa contrapõe a esse ataque que o Bloco “é um partido fundamental para a democracia portuguesa”, na “defesa do trabalho, das condições de vida, da habitação, mo combate à discriminação”, assuntos em que contribui com “estratégias e medidas que são fundamentais para a consolidação da democracia e para melhorar a vida de todos”.

“A crise expôs as consequências do modelo de precariedade”

No desfile do Porto, o deputado José Soeiro estava em sintonia com esta mensagem. Também ele destacou em primeiro lugar que “esta crise veio somar muitos abusos, grande desproteção social de trabalhadores que ficaram sem emprego” aos problemas de “baixos salários, à precariedade e à ausência de contratação coletiva” que já eram a realidade da vida de muitos trabalhadores. E veio também “alertar para a necessidade de nós regularmos por exemplo o trabalho nas plataformas, o teletrabalho, essas formas que se disseminaram muito e que precisam de enquadramento para proteger os trabalhadores”.

O deputado sublinhou que “a crise expôs as consequências do modelo de precariedade”. As pessoas nesta situação laboral ficaram com a pandemia “muito vulneráveis e muito desprotegidas”. Isto já que “o lay-off não protegeu os trabalhadores precários” e “muitos não foram abrangidos pelas medidas de proteção social”.

Para José Soeiro seria preciso “termos uma lei do trabalho que seja muito mais protetora e termos proteção social que chegue de facto a toda a gente”. A “força organizada dos trabalhadores” é também necessária para “garantir direitos” e “encontrar solução”.

Sobre a situação dos trabalhadores imigrantes, o dirigente bloquista diz que a falta de direitos “não é inevitável”. E “isso também se vê no caso de Odemira em que direitos humanos básicos não estão a ser acautelados como o direito à habitação”.

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