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Ministro da Ciência e Tecnologia reúne com ministro de Israel para tratar de cooperação

Num momento em que o governo israelita atravessa dificuldades internas e França e Alemanha instaram Israel a abandonar o projeto de anexação de territórios palestinianos, Manuel Heitor reuniu com o ministro de Israel para tratar de cooperação entre as agências espaciais. Bloco vai questionar governo.
Manuel Heitor, ministro do Ensino Superior e Ciência. Foto Andrew Wheeler-OCDE/Flickr
Manuel Heitor, ministro do Ensino Superior e Ciência. Foto Andrew Wheeler-OCDE/Flickr

Na passada quarta-feira, 8 de julho de 2020, Manuel Heitor, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal reuniu, por zoom, com o ministro da Ciência e Tecnologia de Israel, Itzhar Shai, para tratar da cooperação entre as agências espaciais dos dois países.

Segundo o “Diário de Notícias”, em comunicado da embaixada israelita em Lisboa é dito que o encontro teve como objetivo estabelecer uma plataforma inicial de colaboração entre as duas agências. De acordo com o comunicado, Manuel Heitor terá afirmado que a cooperação de Portugal com Israel é “obrigatória” nas tecnologias do espaço, clima e oceanos e que em breve haverá um acordo de cooperação que abrangerá essas "áreas de interesse e preocupação comuns."

O comunicado da embaixada conclui, segundo refere o jornal, que as agências espaciais de Portugal e de Israel já têm laços cooperação e “irão desempenhar um papel de relevo na coordenação dos projetos futuros”.

Este encontro do ministro Manuel Heitor com o ministro de Israel, e o anúncio de cooperação, dá-se num momento em que vários países europeus pediram a Israel para abandonar o seu projeto de anexação da Cisjordânia.

Macron pediu a Netanyahu que abandone anexação de territórios palestinianos

Segundo o Expresso, França, Alemanha, Egito e Jordânia, através dos ministros dos Negócios Estrangeiros, pediram ao governo de Israel para abandonar o projeto de anexação da Cisjordânia.

Note-se que Israel, em acordo com Donald Trump, anunciou a anexação da Cisjordânia a 1 de julho de 2020. Este projeto, que naturalmente tem a oposição ativa dos palestinianos, tem sido criticado por países europeus e por outros países árabes.

Em comunicado, referido pelo Expresso, Macron diz que “lembrou o compromisso da França com a paz no Médio Oriente e pediu [a Netanyahu] que se abstivesse de adotar qualquer medida para anexar territórios palestinianos. Sublinhou que tal medida seria contrária ao direito internacional e comprometeria a possibilidade de uma solução de dois Estados, como o estabelecimento de uma paz justa e duradoura entre israelitas e palestinianos". O comunicado foi divulgado após uma conversa telefónica entre Macron e Netanyahu, na passada quinta-feira.

Igualmente se manifestaram contra o projeto de anexação do governo de Israel, com o apoio de Trump, o Reino Unido e o candidato democrata à presidência dos EUA, Joe Biden.

Carta aberta contra a anexação da Cisjordânia

Em Portugal, foi divulgada a 1 de julho uma carta aberta, assinada por vários nomes ligados à cultura e à academia, onde era denunciada a anexação da Cisjordânia e se apelava ao governo português a que “reconheça, de imediato, o Estado da Palestina”, “reavalie o quadro de relacionamento com o Estado de Israel”, se persistir em concretizar o projeto de anexação, e que “use todos os instrumentos políticos e diplomáticos ao seu alcance”, para defender os direitos do povo palestino.

Milhares manifestaram-se em Telavive contra a política face à crise

Milhares de pessoas, dez mil segundo o jornal “Haaretz”, manifestaram-se este sábado à noite em Telavive contra a política do governo de Israel face à pandemia e contra os fracos apoios à população para enfrentar a crise económica.

Veja abaixo vídeo publicado no twitter:

 

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