You are here

Ministério Público pede prisão preventiva para Hermínio Loureiro

O Ministério Público considera que deve ser aplicada prisão preventiva tanto ao ex-presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, e ex-deputado do PSD, como a mais quatro arguidos detidos na operação "Ajuste Secreto". Juíza anunciará a sua decisão na segunda-feira.
Hermínio Loureiro, nas IV Jornadas Consolidação, Crescimento e Coesão em Aveiro - 8 de novembro de 2014. Foto de Partido Social Democrata, Flickr.

A proposta apresentada pelo Ministério Público será analisada pela Juíza de Instrução Criminal, Ana Cláudia Nogueira, que irá comunicar a sua decisão na próxima segunda-feira às 16h30. Até lá, estes cinco arguidos continuarão detidos nas instalações da Polícia Judiciária do Porto.

Entretanto, este sábado, a juíza interrogou o antigo presidente do conselho de administração da Assembleia da República e ex-deputado do PSD João Moura de Sá, e Manuel Amorim, da Direção Regional Economia do Norte.

Dos sete arguidos detidos no âmbito da operação "Ajuste Secreto", dois já foram libertados - o presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Isidro Figueiredo, e o empresário Filipe Marques -, no entanto, os mesmo terão de regressar ao Tribunal para conhecerem as medidas de coação que lhes serão aplicadas.

A operação de nome "Ajuste Secreto" resulta de uma investigação que dura há um ano e que envolveu 31 buscas, designadamente a cinco câmaras municipais e cinco clubes locais de futebol, tendo levado à detenção de sete pessoas na passada segunda-feira.

Entre os detidos está Hermínio Loureiro - ex-Presidente da autarquia de de Oliveira de Azeméis e vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Militante do Partido Social Democrata, Hermínio Loureiro foi também deputado na Assembleia da República eleito por Aveiro, entre 1995 e 2005.

A operação levou ainda à detenção de Isidro Figueiredo, atual Presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, eleito pelo PSD, bem como do ex-presidente do conselho de administração da Assembleia da República e ex-deputado social-democrata João Moura de Sá.

São ainda arguidos o presidente da concelhia de Oliveira de Azeméis do PSD, José Oliveira, e três empresários da construção civil.

Em causa estarão crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, peculato e tráfico de influência, cometidos no âmbito de concursos públicos e nos ajustes diretos de obras municipais.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Política
(...)