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Ministério da Educação repudia “qualquer ato de discriminação”

Em resposta ao Bloco de Esquerda, o Ministro da Educação assume a necessidade de averiguações e deixa claro que a discriminação sexual da direção da Escola Secundária de Vagos não é aceitável. 
Tiago Brandão Rodrigues. Foto Tiago Petinga/Lusa
Tiago Brandão Rodrigues. Foto Tiago Petinga/Lusa

Questionado pelo Bloco de Esquerda pelos deputados Joana Mortágua e Moisés Ferreira, o Ministério de Tiago Brandão Rodrigues respondeu que “vai agir no sentido do apuramento dos alegados factos.” E acrescentou que “O Ministério da Educação repudia qualquer ato de discriminação. 

Na pergunta, o Bloco afirma que “a atuação da direção da escola visou especificamente a orientação sexual das alunas”, algo que o próprio diretor da escola rejeita mas, esclarece depois que “um elemento da direção falou com uma das alunas, num local reservado, pedindo alguma contenção, no sentido de as proteger”, um aviso que nunca foi dirigido a outros alunos da escola e motivou os protestos dos alunos contra a discriminação sexual. 

Por seu lado, os alunos que organizaram os protestos afirmam que terão sido ameaçados com processos disciplinares. O Bloco afirma ainda na pergunta que “de acordo com os relatos de alguns alunos e alunas, a polícia terá sido chamada e os estudantes ameaçados”. 

Por isso, o Bloco quer saber também “que medidas vai o Ministério tomar para garantir que os alunos e alunas que exerceram o seu direito de manifestação não são prejudicados e prejudicadas, nomeadamente com processos disciplinares?” 

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