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Milhares de estudantes fizeram greve pelo clima em Portugal

Portugal juntou-se à greve climática que levou às ruas milhões jovens em todo o mundo. Catarina Martins, que esteve no protesto em Lisboa, afirmou que “são as novas gerações que estão a dizer ‘não há tempo, queremos futuro’. E têm toda a razão”. Voto do Bloco de saudação à greve climática foi aprovado com votos contra do CDS, CHEGA e Iniciativa Liberal e abstenção do PSD.
Foto de Rita Sarrico.

Caldas da Rainha, Coimbra, Évora, Faro, Lagos, Portimão, Lisboa, Penafiel, Portalegre, Santarém, Porto, Santa Maria, nos Açores, todas estas cidades aderiram ao apelo, aderindo à greve climática estudantil para exigir medidas do governo que protejam o planeta.

Em Lisboa, a manifestação teve início no Largo de Camões e terminou na Assembleia da República.

Estudantes, organizações ambientalistas, professores, pais, mães, avôs e avós alertaram, numa só voz, que é preciso passar das palavras à ação para salvar o planeta.

Beatriz Farelo, uma jovem de 20 anos que está a fazer Erasmus na República Checa, e Gil Rodrigues, ativista pela justiça climática, explicam porque é importante participar na Contra Cimeira pelo Clima, em Madrid, que acontece ao mesmo tempo que a COP 25.

Este apelo à mobilização para iniciativa em Madrid foi reforçado pelo deputado bloquista Nelson Peralta.

“É preciso coragem para mudar a economia em nome do nosso planeta”

Catarina Martins participou no protesto em Lisboa, afirmando que “são as novas gerações que estão a dizer ‘não há tempo, queremos futuro’. E têm toda a razão”.  

A coordenadora nacional do Bloco sublinhou que são precisas “transformações reais”, e que, para isso, “é preciso a coragem para enfrentar grandes interesses económicos, grandes interesses do capitalismo financeiro. E essa coragem é muito maior do que a encontramos no COP 25. Essa coragem está na rua, nestes jovens”.

De acordo com Catarina Martins, temos de passar do reconhecimento do problema para as soluções, que passam pela ferrovia como alternativa de mobilidade; fazer a transição energética.

“E estas medidas precisam de investimento. É preciso coragem para mudar a economia em nome do nosso planeta”, rematou. 

Bloco apresentou voto de saudação à greve climática estudantil 

No texto é feita uma saudação à "greve climática estudantil e todos os que se mobilizam no combate à crise climática, reafirmando a necessidade de alterar as políticas e o modo de produção de forma a garantir a sustentabilidade do planeta".

Para o Bloco, "é essencial mudar o sistema para que o clima não mude", dando nota que "apenas 100 empresas emitem 71% das emissões de gases de estufa".

"Portugal é um dos países mais vulneráveis aos efeitos da crise climática. Temos regiões bastante vulneráveis a incêndios florestais e uma floresta que não responde a esses riscos e às necessidades do território. Parte da costa tem enorme risco de erosão costeira", lê-se no documento.

Os bloquistas fazem ainda referência à cimeira do clima, a COP25, que vai decorrer em Madrid, esperando que esta "conferência produza resultados com a adoção de políticas e metas concretas para o combate à crise climática", uma das exigências da greve climática estudantil.

O voto de saudação foi aprovado com os votos contra do CDS, CHEGA e Iniciativa Liberal e a abstenção do PSD.

 

Termos relacionados Greve climática estudantil, Ambiente
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