Mevil: Antigos trabalhadores começaram a receber créditos

22 de December 2016 - 17:15

O processo de falência da empresa metalúrgica Mevil, que encerrou em 1995, engloba 82 trabalhadores graduados, vão receber créditos num valor total de 309 mil euros.

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A decisão do Supremo Tribunal de Justiça data de 2014
A decisão do Supremo Tribunal de Justiça data de 2014

O processo de falência da empresa metalúrgica Mevil, que encerrou em 1995, engloba 82 trabalhadores graduados, que têm a receber créditos num valor total de 309 mil euros.

Jorge Antunes, coordenador de Vila Franca de Xira da União de Sindicatos de Lisboa (USL) afirmou à Lusa que a verba em causa tinha sido definida por uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça de 2014 embora só no início desta semana tenha começada a ser paga aos trabalhadores.

Um longo calvário

O sindicalista qualificou este processo “como um calvário de 21 anos”.

Havia muita tristeza dos trabalhadores porque já não acreditavam que iriam receber este dinheiro em vida", disse, tendo acrescentado que o processo esteve parado desde 2014 uma vez que o administrador de insolvência tina apresentado um recurso por ter considerado que os seus honorários estavam desatualizados.

"Aquilo que esperamos é que este caso sirva de exemplo para que no futuro os tribunais sejam mais céleres a resolver estas questões”, salientou.

Antigos trabalhadores da Mevil ouvidos pela Lusa disseram que esta notícia lhes deixou um "misto de sentimentos", uma vez que o tempo de espera foi "muito longo".

"Para ser sincero, é um misto de alegria, mas também de revolta. Muitos companheiros meus já morreram e não puderam beneficiar deste dinheiro que era deles", disse Alípio Carvalho.

O antigo trabalhador da Mevil, que trabalhou naquela unidade fabril durante 17 anos, deixou claro que a verba que cada um dos trabalhadores vai receber é "muito pouca", uma vez que "não foram aplicados os juros".

"Aquilo que era há 22 anos, não é a mesma que é agora. Está tudo muito caro", notou.

Joaquim Humberto, disse, por seu turno que" ficou muito feliz com o desfecho deste processo", mas que sempre se manteve otimista.

"Sabíamos que o dinheiro estava lá e que era uma questão de tempo. Nunca duvidei que não receberíamos o dinheiro", referiu.